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Let it be

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De alguma forma, e nos meus poucos anos de vida nunca consegui ter os pratos da balança equilibrados. Quando estava a ser bem sucedida no secundário, sofria de solidão e de baixa auto-estima, quando entrei para a universidade e detestei o meu curso, conheci e apaixonei-me por uma das pessoas mais extraordinárias que já conheci até hoje, quando tudo acabou, mudei-me para Lisboa fazer aquilo que sempre quis. Quando arranjei um emprego por cá detestável, encontrei quem eu achei que iria ficar para o resto da minha vida.

Finalmente achava agora que os pratos da balança se iriam equilibrar: luz ao fundo do túnel profissional, comecei a gostar de mim a sério e a tratar-me bem, e as coisas com o H. estavam boas. Bastante boas até.

Vejo agora que foi um bom sentimento mas que apenas foi real durante alguns meses. Na verdade, foram apenas meses em que me iludi sobre o comportamento do H., e aqueles em que excluí as atitudes impulsivas e explosivas dele para um canto do meu cérebro que não uso …

Vamos lá Junho

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Junho

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Junho está claramente no meu top de expectativas para este ano.

Na última semana faço o exame que tem que me correr bem obrigatoriamente para me poder candidatar sem problemas à minha nova licenciatura em setembro. É o mês dos santos mas vou ter de lhes dizer que não uma série de vezes se quero estudar como deve ser. Marrar vai ser a palavra de ordem e vou ver se afixo lá em casa umas frases inspiracionais para me ajudar!

Correr

Sabes que a corrida entrou a sério na tua vida quando a tua vida profissional não está espectacular, na tua vida amorosa as coisas estão a afundar novamente mas pensas: "nem tudo é mau, enquanto continuar a correr continuo feliz".

Decisions decisions

Orientei tudo para daqui a cerca de três meses mudar de vida. Vou despedir-me do meu emprego "estável" de há três anos e meio para fazer um grande investimento e tirar mais uma licenciatura. Estudei e elaborei todo o plano a fundo sendo que terei cerca de 10 equivalências devido ao meu anterior curso, é uma licenciatura que me vai permitir ter um emprego que está em aumento considerável de procura, que me permite ajudar o próximo mas que também me permite puxar pela cabeça.
Mas a mudança é tão grande e tão drástica que tenho um poço de insegurancas e medos em atrelado. E se não gostar do curso que for tirar? E se forem três anos que foram para o galheiro? E se ficar novamente no desemprego?
E, pior que tudo, se me arrepender e estiver a tomar a pior decisão da minha vida?
Vou em frente mas vou com medo. E há dias em que me ponho a pensar demais no assunto. Hoje é um deles.

Random acts of kindness

Hoje de manhã fui a um centro comercial fazer compras de umas tralhas que estavam em falta para as atividades para miúdos que vamos realizar agora nas férias e, após passar no continente, segui até uma loja de arranjos de roupa com o objectivo de comprar uma agulha.

- Ah menina, aqui não se vende nada... - diz-me a senhora.
- Ok, obrigada na mesma. Sabe onde posso comprar?
- Pois, ali no continente têm uma zona disso. - responde-me olhando para o meu saco do continente e para a caixa de ovos gigante que trazia na mão.
- Ah, bolas, pois...o meu propósito era não ter de lá voltar, realmente não vi isso, que parvoíce a minha.
- Olhe sabe que mais? Quantas agulhas queria?
- Só preciso de uma, o mais normal possível.
- Então olhe, eu dou-lhe uma. Aliás, até leva duas, só para o caso. Leva aqui neste papel para não a picar.

Aceitei as agulhas com o maior agradecimento do mundo. Ainda há pessoas boas, das a sério. Servir-me-à de inspiração sempre que me pedirem ajuda e quando me der o próxim…

Shame shame shame shame

Sexta-feira. São quase sete da tarde e penso que está quase na hora de seguir rumo à santa terrinha. Vou com a T. que vai todos os fins-de-semana para Coimbra dado que o H. fica cá.
O meu trabalho está despachado e por isso desligo o pc, desço as escadas para ir ao wc, e vejo o H. a falar com o estagiário novo. "Não me posso esquecer de lhe dar um beijinho de despedida" penso. Volto do wc, ando por ali a fazer piadas, confirmo com a T. quanto tempo ela ainda demora, e rio-me mais um bocado com as músicas brasileiras que a A., a minha nova colega, me faz questão de meter na cabeça.
A T. anuncia que está pronta e eu, radiante, pego na minha mala e sigo-a até ao carro, onde começamos a viagem de cerca de 200km.
Paramos na primeira bomba para abastecer e o meu telemóvel vibra: é o H. Porcaria! Esqueci-me de me despedir dele.

E penso, será que ando tão concentrada em mim e na minha felicidade que me estou a esquecer dos que me rodeiam? Sinto-me estupidamente envergonhada.