domingo, 24 de janeiro de 2010

Deixa-me só ir ali durante uma semana ou talvez um ano

Há momentos em que enchemos. Até cima. Como se fôssemos um grande barril e deitassem para lá tudo o que calha. Como o discurso de Ryan em Up In The Air. É como se tivéssemos uma grande mochila e a fôssemos enchendo. Com tudo. Com pequenos objectos, com grandes objectos, com pessoas. Com toalhas e lençóis, carros e casa, com o pai e a mãe, com o melhor amigo, com o namorado (bem, no meu caso teria a minha mochila um pouco mais leve neste ponto). E depois tentássemos andar com ela.
A semana passada foi das melhores da minha vida. Passei o dia em casa a ver FoxLife, fui duas vezes ao cinema. Levantei-me e deitei-me às horas que queria. Não estudei apesar de ter exames próximos. Fiz questão de pensar o mínimo nisso possível. Falei pouco com pessoas. Tirei férias de tudo. De tudo. Pus a cabeça em águas de bacalhau e o corpo no sofá.
Mas, e principalmente, absorvi tudo o que quero viver daqui a alguns anos. Ter uma casa, um carro, um namorado decente, falar com a minha mãe uma vez por dia e apenas durante dez minutos, o metro, a cidade, as luzes.

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