terça-feira, 18 de maio de 2010

Bichos do meu rico mundinho #10

(foto tirada com a melhor-amiga aqui há uns anos)

(Minha querida A., este 'bichos' é todo para ti, para ver se te livras dessa nuvem negra e pesada que se abateu sobre ti. Gosto muito de ti, sabias?)

A melhor-amiga.

O título podia estar mais correcto. Na verdade, o pronome 'A' pressupõe que só tenho uma, mas tenho duas sim? E isto tem de ficar bem esclarecido para não haver confusões. Dear D., um dia destes, e já está agendado, faço um 'bichos' dedicado a ti :)

A melhor-amiga é melhor, a maior. Já lá vão dez anos. Dez anos a aturar a mesma pessoa. E dez anos para quem tem dezassete é muito tempo. Aliás, nascemos com apenas uma semana de diferença, e isso deve querer dizer alguma coisa.

Lembro-me bem do dia em que a conheci. Tinha o cabelo cortado, muito pequenino e lembro-me de cochichar para o lado e perguntar se era um rapaz ou uma rapariga. A melhor-amiga em pequena era muito tímida mas adorava-me. Não sei porquê, eu nem sequer a tratava assim tão bem, mas ela seguia-me para todo o lado. E sempre que penso nisto fico lisongeada. Ela chorava em todos os acampamentos* e era uma chatice. Oh, lá está a melhor-amiga a chorar com saudades dos pais e não deixa dormir os outros!

Com o tempo passou a ser o contrário. Passei a ser eu a admirá-la. Primeiro com as suas notas brilhantes, depois com a sua casa fantástica, com os jogos que me mostrava (foi com ela que me viciei em Sims1!). Na altura do sétimo ano já éramos inseparáveis. Como nós seguíamos como duas tontas os rapazes que gostávamos! E nunca fomos da mesma turma o que nos tornou mais fortes.

A melhor amiga já não é tímida. Já tem o cabelo comprido. E já não me segue para todo o lado. Acho mesmo que os papéis se inverteram. É definitivamente mais extrovertida que eu, e tem muito mais amigos. Sempre foi a pessoa a quem eu contei tudo, sem reservas. A melhor-amiga quando quer, consegue tudo, e isso deixa-me com uma certa inveja. Nunca foi uma party-animal e sempre foi aquela com quem discutia certas coisas. Porque ela sempre teve a maneira de pensar como a minha.
Foi com a melhor-amiga que passei tardes de bicicleta, que passámos uma semana praticamente sozinhas, que vi o primeiro concerto do DF.

E hoje, mesmo com a nuvem negra, com apenas o metade do que falamos do que falávamos antigamente, acho que ela, lá dentro, continua a ser a mesma. Mesmo quando não a revejo quando mastiga pastilhas e faz balões, quando transporta o mesmo ar de seca uma tarde inteira, quando se lhe pergunta alguma coisa importante e ela responde 'não sei', eu sei que ela é a mesma.

E, embora ela ache que tem défice de atenção, eu sei que não tem. Porque embora ela se valorize pouco e ache que tem que ter um (atrasado mental de um) rapaz que (nem sequer a trata bem que) lhe diga que ela é bonita ou porreira, ela sabe que algumas coisas são certas.

Porque continuo a achar, (e ela também acha) e tenho a certeza que as melhores-amigas não mudam, e ficam connosco para sempre.

E, agora, à única pessoa que teve paciência e leu este super-post só tenho a dizer que é uma querida e uma fofinha por me aturar.

*Sim, eu e a melhor-amiga somos escuteiras desde pequeninas e devemos muito a esse facto.

1 comentário:

Débora Orrico disse...

eu sei, eu sei, sou uma fofinha (a)

e aquilo lá em cima era escusado, for godsake -.-

ly ♥

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