segunda-feira, 14 de junho de 2010

Inspirei fundo e deixei fluir as palavras de um forma descontraída.
- Então e o que acha a M. de tu falares todos os dias comigo ao telefone?
Ele não respondeu. Hesitou, e durante esses escassos segundos amaldiçoei-me. Não devia ter perguntado. Não tinha o direito. Abanei a cabeça mentalmente. Tinha o direito sim. Se havia alguma coisa que aquele mês nos tinha permitido era o facto de eu o considerar meu amigo. E os amigos podem fazer perguntas destas, ainda que numa falsa inocência.
Então, ele finalmente falou, e acabou com os meus devaneios.
- Ela não acha nada, sabes que ela tem muita confiança em mim.
Fiquei perplexa e não consegui falar. Provavelmente deveu-se à volta que o meu estômago deu naquele meio segundo. Tinha uma resposta pronta para qualquer resposta que ele pudesse dar. Para todas, menos para aquela.

Mas podia ser pior sabes? Eu achei que ia ser pior.

É como dizem, longe da vista, longe do coração.

1 comentário:

Débora Orrico disse...

Pois podia, bem pior :b

ly ♥

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