terça-feira, 7 de dezembro de 2010

- Tu gostas de mim, certo?
Ele acenou com a cabeça e respondeu um 'gosto' claro e sincero.
- Muito?
- Sim. - voltou a responder com um suspiro e com um olhar de 'é-tão-óbvio-que-és-uma-tonta-em-me-estares-a-perguntar'.
- E não te fartas de mim?
- Não. – respondeu ainda num sorriso e num olhar de ‘isso-é-capaz-de-ser-uma-coisa-impossível-nos-próximos-tempos’. – Porque é que havia de… - e o resto da frase ficou entregue ao silêncio.
- O que eu te queria dizer é que... É que te amo. Muito. - despejei com uma velocidade terrível.
Ele olhou para mim com um olhar divertido.
- Não percebi nada do que disseste.
- Ohh.
- Não estou a gozar, diz.
- Estava a dizer que... te amo muito, mas tu estragaste o momento.
A cara dele tornou-se afável e fez um sorriso. Aquilo tinha-lhe agradado. No entanto, ele estava confuso.
- Tanto tempo, quase uma hora... para conseguires dizer isso?
- Só digo às pessoas importantes.
- Oh, está bem.
Fez-se um silêncio. Não daqueles constragedores. Os silêncios com ele nunca são constrangedores.
- Eu amo-te T. - rematou ele, por fim.

2 comentários:

debbie clementine disse...

♥ - porque não consigo dizer nada de jeito, nada que fique bem nesse vosso momento fantástico. só um: estou TÃO, TÃO feliz por ti!

buu disse...

oh, thanks <3

btw, só faltam 9 dias!

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