terça-feira, 22 de março de 2011

parabéns meu urso.

se aqui há algum tempo me tivessem dito que iria ficar contigo ter-me-ia rido a bom rir. nem precisava de ser há muito, basta regressarmos ao verão. bastava ter sido aí. teria respondido com um riso e depois dizia que tu não me querias a mim e com outro riso teria encerrado a conversa.
a verdade é que eu não te conhecia, sabia apenas o que me diziam de ti. e eu tinha noção que tu eras um bom miúdo. demasiado bom até. já na altura me parecias algo fora do normal, qualquer coisa de extraordinário, mas não eras definitivamente para mim. e tive assim um verão estupidamente feliz com o meu coração mais livre como nunca o tinha tido. e foi por isso, por o ter saudável e com todas as cicatrizes saradas, que tu entraste pela minha vida dentro com uma facilidade e com uma naturalidade que ainda hoje me surpreendo. e foi com uma coincidência daquelas que acontecem num milhão que nos apercebemos que estávamos ali tão perto um do outro e que nunca nos tínhamos visto de verdade.
no início foi difícil. estupidamente difícil. quis guardar-te só para mim, fiz de ti a minha pedra preciosa. ninguém soube, ou sonhou sequer. o erro era meu, e só meu. e forcei-me tanto por acreditar nisso. que era um erro.
mas depois tu vieste - com gomas, e bom cinema e quedas no skate - e fizeste o impossível possível. e pensar que eu ponderei seriamente em deixar os meus requisitos...tu chegaste e começaste a preenchê-los todos, um a um.
hoje fazes 18, e mereces o melhor, sempre o melhor. por isso hoje o dia não é sobre mim, é todo sobre ti. sobre ti e da minha vontade que eu tenho de dizer que tu és só o melhor do mundo. onde é que eu ia arranjar alguém com a tua criatividade, a tua inteligência, a tua maneira de escrever, o teu sentido de humor? realmente, em lado nenhum.

tu és verdadeiramente especial, nunca te esqueças disso

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Nada que uma boa noite de sono não resolva

Chegou a terça-feira e tinha uma dor de cabeça horrível e sentia um cansaço generalizado. O meu corpo estava a suplicar-me para parar de mar...