segunda-feira, 4 de abril de 2011

D.,


se às vezes soubesses a falta que me fazes. Se às vezes soubesses o que me faz falta só saber que estás ali. Só saber isso. Nem precisava de ti pessoalmente, ou de te mandar uma mensagem, ou de falar contigo horas a fio ao telefone, ou de ter discussões estúpidas, ou de andar contigo na tua scooter, ou rir-me até me doer a barriga e mesmo assim continuar a rir. Só precisava de saber que estavas aí, à distância de um segundo. Só precisava de saber que num segundo conseguia ter tudo isto. Não tenho, e é isto que me custa mais que tudo.
É que o teu caminho é mais do que estar ali para os outros, e por isso mesmo, agora não estás aqui, nem à distância de um segundo, nem de um clique, nem de uma mensagem, nem de uma chamada, nem de apenas oito quilómetros. Estás estupidamente longe, e eu tenho umas saudades estúpidas tuas. E nada as apaga.
Tu estás em todo lado, nos gorros e em leggins, no meu riso, em capas de livros, nos 'bofs', em cada vez que vejo alguém a mexer no cabelo e ajeitar a camisola logo de seguida. Estás nas horas iguais, principalmente nos 22:55, estás nas publicidades que oiço dos GSTQ virem cá novamente, estás cada vez que vejo o pseudo-Jacob ou o rapaz do cinema, estás lá cada vez que vejo Glee, estás nos cafés de sábado a que não vais.
É difícil viver assim sabes? Nem que me entretenha com tudo e mais alguma coisa. Podem vir trabalhos, ou frequências, exames. Pode vir toda a gente, mas nunca, nem por um segundo, eu me esqueço que tu não estás ali.
O que custa mais é saber que esta sensação vai continuar e não vai acabar nem hoje, nem amanhã, nem daqui a uma semana, muito menos daqui a um mês. Tenho o coração mais que encolhido, já não sei o que fazer para o acalmar.

e hoje, voltou a chorar que nem desalmado com a tua falta.

Sem comentários:

That awesome feeling

Quando ontem à tarde duas pessoas dizem o mais banalmente possível: "Sim, a Buu é das pessoas mais simpáticas desta empresa" A...