O meu pai tem um terreno cheio de morangos estupidamente deliciosos. No entanto, para regar aquilo tudo é impossível fazê-lo sozinho e eu, como tão boa filha que sou (cof, cof, cof) vou sempre com ele. Para tal coisa uso umas botinhas da Quechua que 95% das miúdas da minha idade têm umas iguais. É certo que água + terra = lama. As belas das botas ficam sempre um bocadinho nojentas. A minha mãe que só pôs os pés no terreno uma ou duas vezes na vida dela não me deixa entrar com as botinhas porquinhas em casa. Como tal ficam à porta à espera da próxima rega.
Mas onde é que tu queres chegar Buu?
Já lá vamos. Foi assim o ano passado. Estava a ser assim este ano.
Há cerca de quinze dias quando fui para me calçar só encontrei a bota esquerda. Procurei por ali à volta, mas a bota tinha desaparecido. Perguntei ao meu pai: nada. Perguntei à minha mãe: nada. A bota não aparecia e eu tive a feliz ideia de ir calçar as minhas sapatilhas de corrida e lá vamos nós regar. As sapatilhas ficaram igualmente sujas e como tal deixei-as novamente cá fora.
Passado uma semana o meu pai encontrou a bota desaparecida na estrada a cerca de cem metros (!) da minha casa. Toda roída, sem atacadores. A minha bota a servir de alimento a um cãozinho com fome. Ohh. Não sei quanto tempo a bota esteve no meio da estrada mas depois de contar isto a várias pessoas a reacção foi: 'ah, a bota era tua?' Lindo.
Não me importei muito. Paciência. Sempre tinha as outras. Pois. Que tinha deixado no mesmo sítio. Pois. Há três dias a minha sapatilha direita desapareceu. E ainda não foi encontrada.
2 comentários:
ahaha, acho que ja sabes quem foi xD
é melhor mudares o sitio onde as deixas buu, eu ja fiquei foi sem muitas meias à conta dos meus cães
anda por aí um bichinho que gosta de roer o teu calçado :)
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