sexta-feira, 1 de julho de 2011

um mês.

é sempre estranho quando se vê alguém partir. principalmente da primeira vez. sabemos sempre -embora não queiramos admitir - que se já partiu uma vez vai partir muitas, muitas mais. podemos fechar os olhos mas sabemo-lo sempre. uma pessoa que parte a primeira, vai com toda a certeza conseguir ir embora e deixar tudo para trás sempre que quiser. acontece com os militares que deixam a sua família e vão para a guerra, acontece cada vez que um casal de namorados começa e acaba.

acontece quando a vossa melhor amiga vai para um país longínquo durante um ano.

sabemos nós - os que cá ficámos e chorámos não só naquele dia, mas em todos os outros dias em que sentimos a falta dela - que nunca a mais a vamos ter muito tempo. e chorámos tanto por isso mesmo: porque o sabemos.

ficar é diferente de ir. ficar é sermos deixados para trás. ir é seguir em frente. ficar é doloroso. mesmo que ir também o seja, até porque na maioria das situações implica uma maior solidão, se formos conseguimos sarar as feridas muito mais rapidamente, obtemos novos pontos de vista e novos horizontes. não há nada de novo em ficar. ficar é igual ao antes. ficar é sempre mais doloroso.

ela vem daqui a um mês. sei que no dia em que a vir vou chorar quando dermos aquele abraço adiado há sete meses. vou chorar porque já tenho umas saudades que não cabem cá dentro e vou chorar ainda mais porque sei que este ciclo se vai repetir muitas vezes. mais do que aquelas que eu desejaria.

1 comentário:

Suu disse...

que texto buu, adorei *.*

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