quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

amanhã é o dia.

O ano passado por esta altura andava a chorar pelos cantos. Foi a minha pior época de exames. A minha cadeira preferida tinha sido feita com dez apesar de ter estudado durante uma semana a fio (é um problema a resolver daqui a duas semanas numa coisa chamada melhoria), a cadeira que eu achava que era fofinha foi feita com onze (esta também já foi convertida, em melhoria, numa nota mais decente), a cadeira que eu não percebia absolutamente nada feita com onze também (não, esta vai ficar como está), e a melhor nota foi obtida numa cadeira que envolveu ter de ir para o campo apanhar coisas: valeu-me um belo treze.

Depois ainda tinha 'a cadeira'. Dizia mal dela sempre que podia. Não conseguia ir às aulas, e quando ia limitava-me a fazer desenhos. Amaldiçoava a sua existência. Dizia que tinha vindo do inferno para me atormentar. Chegou a época de exames e só de olhar para a sebenta perdia a vontade de estudar. Chumbei, obviamente. Passado um ano, cá estou eu de novo, e cá está ela também, à espera que eu a faça. Este ano fomos amigas. Sabia o que a casa gastava, então arregacei as mangas, e, sem medo, fui à luta. Fui a 95% das aulas, tirei mais apontamentos que sei lá, estudei, escrevi escrevi escrevi, fui tirar dúvidas aos professores, estudei, voluntariei-me nas aulas práticas para pipetar, estudei, estorriquei os miolos, estudei. Fui uma boa foca. Apliquei-me mais nesta do que nas outras todas juntas. O exame é amanhã. Se me sinto pronta? Não. Sinto-me uma pilha de nervos, porque quero fazer uma coisa bonitinha equivalente ao meu esforço durante o semestre, e é tanta coisa para saber - se vocês soubessem a quantidade! - que me sinto perdida e às aranhas. Amanhã é o dia e já só quero que ele chegue.



1 comentário:

ʝoana disse...

Entendo bem o que é isso. Bem demais. ;)

Nada que uma boa noite de sono não resolva

Chegou a terça-feira e tinha uma dor de cabeça horrível e sentia um cansaço generalizado. O meu corpo estava a suplicar-me para parar de mar...