Dos fins das séries (contém spoilers!)

Desde que me lembro de existir já passei os olhos por imensas séries, mas apenas duas vi do início ao fim. O motivo principal pelo qual não vi mais séries completas é simples: as que ando a ver  (Dexter, Glee Homeland por enquanto) ainda não acabaram.

A primeira foi Prison Break, que me prendeu desde o início. O enredo era inteligente, cheio de manhas e reviravoltas. Segui as quatro temporadas com um entusiasmo decrescente. O último episódio, que vi há uns anos já, foi o pior. Que coisa mal amanhada. Quer dizer, depois de anos a fugir a personagem principal morre? Epá, fiquei com vontade de esmagar a televisão naquele momento. É mau, e cliché por cliché mais valia ter acabado com um casamento.

A segunda foi mais recente. Acabei de ver Chuck há algumas semanas. O entusiasmo foi igualmente decrescente. Com duas primeiras temporadas absolutamente brilhantes e viciantes, as seguintes não conseguiram acompanhar. O pior foi mesmo a última, a quinta, que foi uma banhada sem fio condutor, apenas com episódios inventados em cima do joelho. E o fim? Péssimo. Então, depois de cinco temporadas em que um geek apaixonado por uma tipa toda jeitosa, consegue finalmente ficar com ela, a rapariga perde a memória e fica sem se lembrar de ninguém? Oh céus, não-não-não.

A minha experiência em finais de séries é pouca, eu sei. Mas vejo aqui um padrão. Estragar no último episódio tudo o que se construiu ao longo de inúmeras temporadas. Acho isto de uma falta de imaginação e de qualidade terrível.

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