Bambu

Quando, no verão passado, me deram o bambu que está no parapeito da janela do meu quarto, avisaram-me que bastaria pô-lo em água que ele cresceria proporcionalmente à minha felicidade. Aceitei o desafio e tratei bem dele. Vi-o crescer viçoso, verde e saudável até perto do final do ano. Em Janeiro ganhou as duas primeiras folhas amarelas que viriam a morrer. Desesperada por o salvar arranquei-as, como se se pudesse arrancar assim algo e ele pudesse simplesmente esquecer que elas algum dia tinham existido. Não resultou. Isso nunca resulta, não é verdade? Não desisti. Tentei reanimá-lo, troquei-lhe a água frequentemente, e fiz questão que ele apanhasse sol todos os dias. No entanto, a murchidão alastrou-se a todas as outras folhas. Sobram apenas duas metade verdes, metade amarelas. Está a morrer a pouco e pouco. Afinal o bambu sempre precisa do factor x, e esse...esse não tenho a certeza que lho possa dar. 

Comentários

Mary Jane disse…
Então? Também tu estás da cor do bambu? Beijinho!

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