domingo, 27 de maio de 2012


Ontem foi finalmente o dia em que me comecei a sentir novamente eu própria. Devagarinho, devagarinho, mas eu estava lá. Eu gosto muito das minhas amigas, mas há momentos em que só os rapazes nos sabem fazer rir e pensar em coisas sem sentido nenhum. Ontem, saí só com eles três, e entre Canesten, Onicomicose e Mercuriocromo - o penso dos heróis!!, foi a risota pegada.

sábado, 26 de maio de 2012

Os meus pais e a TDT

O ano passado quando começaram a anunciar a mudança do analógico para o digital avisei os meus pais de que era preciso comprar um aparelhinho para a televisão da cozinha, dado que na sala temos o santo meo. A resposta foi: até lá temos tempo!

Tudo bem. Chegámos a Dezembro e eu comecei a avisá-los novamente, e as respostas continuaram do mesmo género. Isso é só em Janeiro! Depois foram verificar quando é que a nossa zona mudava e concluíram que era só em Abril por isso, segundo eles, tempo tínhamos de sobra.

No entanto, a minha irmã tinha uma pequena televisão LCD que não estava a ser utilizada e criou-se o mito cá em casa que ela serviria e que na altura seria só trocá-las sem comprar mais nada. Seria apenas trocar os cabos de uma para a outra.

Chegámos ao último dia, em finais de Abril, e lá tentaram. Adivinhem? Não resultou. Pois claro! Só que os meus pais são teimosos e resistentes. Comprar um aparelho é que não. Aquela televisão há-de dar, quando alguém a cá vier montar. Quando eles pedirem a alguém para isso. Quando? Lá para o próximo ano parece-me.

Enquanto isso temos um belo rádio na cozinha, há cerca de um mês, e parece que já lá ganhou lugar cativo.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

fuck


está-me a dar uma crisezinha de loucura associada com umas saudades aguçadas do quem nós sabemos (olha que bela alcunha, hum?). arre, quem disse que longe da vista era longe do coração?

das coisas invariavelmente estranhas que me acontecem

Todos os dias, logo de manhã, para ir para as aulas, e mal chego a Coimbra, vou para a universidade a pé (salvo quando estou de capa e batina). Vou por um caminho bastante concorrido que demora uns 15min porque apesar de ser curto é sempre a subir. No entanto, é prático e tem uma vista bonita para o Mondego. 

Há cerca de dois meses ia eu a subir nas calmas quando um velhote do outro lado da rua me chama. Olho para ele e choque: tinha o seu magnífico instrumento na mão. Fiquei um bocado confusa a tentar perceber se estava a ver bem e ele continua a chamar-me 'oh fofinha, ai que linda!' e outras coisas que tais. Parei e o homem começa a dar-lhe uso. Às 10h da manhã tenho um velho a dar uso ao instrumento a olhar para mim! Mando um berro e começo a andar bastante rápido com a pasta ao lado da cara para não ver mais nada. Não subi depressa o suficiente e ainda ouvi o homem a gemer durante um bom bocado, até que o som parou não sei muito bem porquê, mas pensando bem, talvez nem queira saber. 

Por causa dele foi motivo de riso durante muito tempo. 

Pois a semana passada lá estava o velho outra vez, e a cena voltou a repetir-se. Isto só a mim. 

domingo, 20 de maio de 2012

Sempre, desde pequena, que, quando o dizia, era inevitável a pergunta: 'A sério? Não tens? deixa ver! Pois é, não tens mesmo!' . Não, até ontem nunca tinha furado as orelhas. Quando era pequena a minha mãe não quis porque quando lhas furaram em bebé a coisa correu mal. E eu também nunca quis até aí aos 13,14 anos.

Mas então porque é que nunca as tinhas furado Buu? - perguntam vocês.

Porque sou uma pequena medriquinhas e sempre que perguntava a um grupo de amigas como era havia sempre pelo menos uma que dizia que doía horrores. E assim se passaram os anos. Com muita gente a chatear-me pelo caminho para eu o fazer. Mas eu sempre cheia de medo. Fiquei em águas de bacalhau até há dois Natais, quando a best me disse que a prenda dela seria pagar-me os furos. Consegui adiar, adiar, mas foi só deu até ontem.

Não foi fácil, tivemos de correr três ourivesarias, e eu já achava que o destino estava comigo e não era mesmo o dia. Depois claro que estrebuchei e pedi para ir embora muito mais que vinte vezes. Não resultou.

O senhor foi implacável comigo e pimbas, toma lá dois tiros com esta pistola magnífica para não seres tão medrosa. Sinceramente: doeu. Mas não foi tanto como estava à espera admito.

O que não me entra na cabeça é o facto de ir ter que passar três semanas com estes brincos nada bonitinhos. Três semanas! Não vejo a hora de os tirar.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

how to look stupid (só porque em inglês soa melhor) #1

Dizeres olá a alguém em alto e bom som e essa pessoa não te responder. Seguida do riso nervoso e da vontade de te enterrares num buraco bem fundo.

domingo, 13 de maio de 2012

sexta-feira, 11 de maio de 2012

o fim.

Foste tu que o fizeste chegar. Não que eu nunca tenha pensado nele, mas, sinceramente, pensei que fôssemos mais fortes, pensei que o nosso amor fosse um bocadinho maior. Afinal não era, e apanhaste-me de surpresa. A mim, que tinha uma arrogância enorme em gritar aos sete ventos que éramos melhor que todos e que não tínhamos esses problemazinhos dos outros. Na verdade, nós raramente soubemos o que era discutir. Encaixávamos tão bem, pensávamos igual, entendíamo-nos perfeitamente. Sempre achei que só de ler os teus olhos sabia o que estavas a pensar. Pff, que ingénua! Afinal escondias aí o mais escuro dos segredos: o teu amor por mim tinha morrido. E quando isto acontece o que podia eu fazer? Nada. Absolutamente nada. É horrível, deixaste-me com a sensação de impotência, de querer fazer mais e não poder. Porque eu tentei tudo até ficar sem ar. Corri por nós, corri por ti, torci por ti. Mas não posso fazer a tua parte. Nem quero.

E finalmente, compreendo a mais que gasta Adele: 'sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead.'

O fim chegou porque tu quiseste. E quem me dera que tu não o quisesses. E dói. Dói mesmo muito. Eu tinha a certeza que nós tínhamos muito mais para dar, muito mais para mostrar. Que éramos muito mais do que este ano e meio.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

tenho tanto a contar-vos e não sei como. parece que perdi o jeito para isto, e a vontade foi-se tal como aquele pequeno pedaço de dentro de mim que ele levou. sei que não estou a fazer sentido e não sei quando o voltarei.     suponho que não demorarei muito tempo, escrever aqui já é quase como um vício. e gostava, gostava mesmo, de ter aquela fluidez da escrita como antes, mas para já...fico-me pela incoerência. 

ps: aquele post de terça foi agendado há já mais de uma semana, mas encaixa tão bem agora como eu nunca poderia ter previsto.

terça-feira, 8 de maio de 2012

ódiozito de estimação #2

Pessoas que gostam de ser mexiriqueiras, más-línguas e pior, que gostam de humilhar os outros. Não há paciência.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

do meu irmão que é um tipo fixe e tem um sonho

já falei dele, e de como está determinado a seguir aquilo que o faz feliz. Um dos passos para a felicidade passam agora por um concurso meio estranho no facebook, em que o desenho mais votado vale um emprego numa empresa de ilustração.

se o quiserem ajudar - e eu sei que querem! - é só fazer um like aqui!

piscamos os olhos, e cá estamos nós, no último ano.

Passaram já dois anos desde a primeira Serenata Monumental que marca o início da Queima das Fitas. Não gosto daquele pretensiosismo de quem diz que já cresceu muito neste tempo. Mas a verdade é algo do género. Habituei-me ao meu curso, passei a gostar dele, passei a sentir-me parte dele. No entanto, este ano não consigo estar entusiasmada. Não há nada para eu fazer, e não gosto de não ter o meu papel. Eu já consigo traçar a minha capa sozinha (se bem que com uma ajuda fica sempre melhor...), e a minha afilhada já é crescida e já tem a sua própria caloira. É, passou mais um ano e a minha neta também já vai deixar de ser caloira. Este ano vou ser apenas uma mera espectadora. Vou ver a D. trajada e o meu homem também. Mas eu não vou fazer parte desses momentos, e não é que me entristeça, fico só um bocadinho aborrecida. 

Mas sei que quando chegar Domingo e com ele o melhor dia de toda a licenciatura, vou ter um discurso completamente diferente. 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

A minha irmã

faz anos hoje! Ela que é mais corajosa da família, acha sempre que não. Que é uma tótó, demasiado tímida e que nunca consegue nada. É demasiado humilde para ver o que já alcançou. Eu não tenho a certeza se seria capaz de ir para Inglaterra sozinha, fazer trabalho abaixo de cão como ela fez, de o voltar a repetir na Madeira, de emigrar para França. Quando ela se aperceber do que consegue fazer, aí sim, eu sei que ela vai ser capaz de fazer coisas muito muito grandes. 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Ainda não é desta, sabes bem disso. E eu sei que precisamos um do outro. E que somos francamente fortes. E isso é o que importa. 



That awesome feeling

Quando ontem à tarde duas pessoas dizem o mais banalmente possível: "Sim, a Buu é das pessoas mais simpáticas desta empresa" A...