das coisas invariavelmente estranhas que me acontecem

Todos os dias, logo de manhã, para ir para as aulas, e mal chego a Coimbra, vou para a universidade a pé (salvo quando estou de capa e batina). Vou por um caminho bastante concorrido que demora uns 15min porque apesar de ser curto é sempre a subir. No entanto, é prático e tem uma vista bonita para o Mondego. 

Há cerca de dois meses ia eu a subir nas calmas quando um velhote do outro lado da rua me chama. Olho para ele e choque: tinha o seu magnífico instrumento na mão. Fiquei um bocado confusa a tentar perceber se estava a ver bem e ele continua a chamar-me 'oh fofinha, ai que linda!' e outras coisas que tais. Parei e o homem começa a dar-lhe uso. Às 10h da manhã tenho um velho a dar uso ao instrumento a olhar para mim! Mando um berro e começo a andar bastante rápido com a pasta ao lado da cara para não ver mais nada. Não subi depressa o suficiente e ainda ouvi o homem a gemer durante um bom bocado, até que o som parou não sei muito bem porquê, mas pensando bem, talvez nem queira saber. 

Por causa dele foi motivo de riso durante muito tempo. 

Pois a semana passada lá estava o velho outra vez, e a cena voltou a repetir-se. Isto só a mim. 

Comentários

Lexie disse…
o teu blog é lindo. sigo :)
oh meu deus, gostava tanto de ter visto isso (se calhar até não). ahahahahhaahahaha, até já me estou a rir.
Inês disse…
Ahahahah eu também tenho pontaria para esse tipo de situações tristes, deixa lá que não és a única. Este mundo está perdido!

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