Sempre, desde pequena, que, quando o dizia, era inevitável a pergunta: 'A sério? Não tens? deixa ver! Pois é, não tens mesmo!' . Não, até ontem nunca tinha furado as orelhas. Quando era pequena a minha mãe não quis porque quando lhas furaram em bebé a coisa correu mal. E eu também nunca quis até aí aos 13,14 anos.

Mas então porque é que nunca as tinhas furado Buu? - perguntam vocês.

Porque sou uma pequena medriquinhas e sempre que perguntava a um grupo de amigas como era havia sempre pelo menos uma que dizia que doía horrores. E assim se passaram os anos. Com muita gente a chatear-me pelo caminho para eu o fazer. Mas eu sempre cheia de medo. Fiquei em águas de bacalhau até há dois Natais, quando a best me disse que a prenda dela seria pagar-me os furos. Consegui adiar, adiar, mas foi só deu até ontem.

Não foi fácil, tivemos de correr três ourivesarias, e eu já achava que o destino estava comigo e não era mesmo o dia. Depois claro que estrebuchei e pedi para ir embora muito mais que vinte vezes. Não resultou.

O senhor foi implacável comigo e pimbas, toma lá dois tiros com esta pistola magnífica para não seres tão medrosa. Sinceramente: doeu. Mas não foi tanto como estava à espera admito.

O que não me entra na cabeça é o facto de ir ter que passar três semanas com estes brincos nada bonitinhos. Três semanas! Não vejo a hora de os tirar.

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