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A mostrar mensagens de Setembro, 2012

Será que sou só eu que acho

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que a Lana del Rey está com uma cara de seca e de enjoada nesta campanha publicitária para a H&M?




e é eu nem me importava nada com isto se não tivesse que levar com a cara dela de dois em dois minutos cada vez que saio à rua.

resumo dos últimos dias

Vir ver a casa na quarta e ouvir que a descrição do sítio é qualquer coisa como 'mas isso é nas barracas!'. Constatar que afinal não é assim tão mau. Mas, afinal, constatar que há demasiados homens na rua para o meu gosto. Ver como o senhorio é querido mas fala demasiado. Ter o meu passe. Passar um dia inteiro em mudanças, fazendo duas voltas com uma mala bastante pesada. Andar num autocarro da Carris daqueles pequeninos de 12 (?) lugares e ouvir a bela sinfonia que aquilo faz quando a porta de trás fecha. Demorar quase uma hora nesse autocarro desde o Rato até nossa casa porque tenho a sensação de que percorremos Lisboa inteira antes de efectivamente chegarmos. Congratular-me por ter uma paragem de autocarro mesmo à porta de casa. Apanhar o autocarro errado e ir ter ao cu de Judas. Mudar-me de vez. Descobrir que afinal há acesso à internet aqui. Ir ao Colombo comprar uma frigideira, almofadas e um escorredor e constatar que estou a ficar cada vez mais pobre. Ouvir homens indi…
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não gosto, não gosto, não gosto

Não gosto do Outono. Muito menos do Inverno. Não gosto do frio que me enregela até aos ossos e me faz andar cheia de roupa e sentir-me gelada na mesma. Não gosto da chuva que faz com que os meus pés fiquem sempre molhados e com que o meu cabelo ganhe vida própria. Não gosto dos guarda-chuvas que teimam sempre em voar-me ou em estragarem-se sozinhos. Não gosto dos dias que se fazem noite cedo, não gosto do vento que me põe sempre a tremer. Não tinha saudades. Nunca tive. É, para mim, sempre um suplício passar estes seis meses. Ponho-me sempre a contá-los, e a ver quanto tempo falta para o sol quente voltar a brilhar. Fico uma cliente assídua do site da meteorologia. Fico mais resmungona, mais antipática, menos tolerante. Saio de casa sempre irritada porque o sol...ahhh, o sol, faz-me tão bem. Ando sempre encolhida e sempre abraçada a mim própria, o que faz com que também fique mais fechada a outras pessoas. Não gosto, pronto. Por mim saltávamos entre a Primavera e o Verão e eu era uma …

hopefully

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freedom

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Hoje foi o dia em que um bom bocado teu, que ainda tinha aqui preso dentro de mim, se foi. Foi-se, morreu, desapareceu, utiliza o verbo que quiseres. Mesmo que os factos que me chegaram aos ouvidos sejam puramente circunstanciais (que eu não acredito que sejam) hoje foi o dia de me libertar de ti. Enough is enough. E, depois da raiva e da desilusão, chega-me uma sensação de liberdade incrível que em quase cinco meses ainda não tinha experimentado. E, com ela, veio associada a noção de que eu, antes de ti, já era capaz e já era independente, e já sabia como viver sozinha e comigo própria. Hoje foi o dia em que um bom bocado teu, que ainda tinha aqui dentro preso, se soltou. E ainda bem.

e enquanto as miúdas se babam todas

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pelos imberbes dos One Direction, eu viro-me para coisas mais..., sejamos francas, másculas e atraentes como este senhor

Brandon Flowers, vocalista dos The Killers
que para além de cantar bem e de ter a melhor banda de sempre, ainda é giro que se farta.

resumo do meu dia de hoje

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Aquele argumento irritante

'eu, pelo menos, tenho namorado!', é coisa para me enervar um bocadinho. Como se ter namorado nos tornasse mais valiosos, ou mais válidos até. Como se ter namorado fosse um atestado de sermos boas pessoas. Como se o facto de se ter namorado possa ser usado como um troféu que esse nós conseguimos e conquistámos, e a outra pessoa não. Como se isso nos tornasse superiores de alguma forma.

e quando

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a minha colega que tem umas conversas tão mas tão fúteis começa com as dela a única coisa que me vem à cabeça é isto:


Haja paciência.

3 anos de blog

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Devagar, devagarinho, já se passaram três anos desde aquele dia em que soube que estava colocada na minha primeira opção e em que se decidi criar este blog. Se ele já viu acontecer muita coisa, sei que ainda está muito para vir. Obrigada a todos os que desse lado me lêem!


este ano sou uma folha de papel em branco

Este ano é o ano em que tudo muda para mim. Não estou mais na universidade. Já concluí a licenciatura mas não vou para mestrado. Não entrei na outra escola que queria, não passei à segunda fase de provas sequer. Não tenho emprego. E ainda não tenho casa em Lisboa onde quero morar. Não tenho namorado sequer. Ao fim e ao cabo este ano vai ser ano de novela e de filme, onde vou atrás daquilo que quero sem medos, onde vou à luta, e onde não há qualquer tipo de amarra que me prenda à minha terra natal. Vou ser uma folha de papel em branco pronta a ser escrita de novo, com a história que sempre quis.

eu tenho uma teoria sobre filas

que consiste em: se já entrámos numa fila (quer seja de trânsito, supermercado, entrada para um concerto, etc.) não se muda. A menos que a fila em que estamos feche, obviamente. De resto, nunca se muda, por qualquer que seja o motivo. Se mudarmos vai dar asneira e, mesmo que a fila pareça mais pequena, vai sempre acontecer alguma coisa que nos vai levar ao arrependimento.


Ontem, no Pingo Doce, tive a confirmação da minha teoria. Quando estava para pagar vi que a fila da esquerda estava substancialmente mais curta que a minha. Mudei.

Quando o senhor à minha frente estava a pagar, aparece uma velhota mal humorada com uma muleta, com uma caixa de Fitness de 500g e uns ovos. Vira-se para o caixa e pergunta-lhe:

- Olhe, aqui a caixa prioritária está fechada, é para esta que eu venho é?

Não deixou que ele respondesse e pôs as coisas imediatamente à minha frente no mini-tapete e foi directamente para o sítio onde se paga. Nem água vai para mim. Eu que sou uma tipa simpática fiquei calada e l…

losers

eu e a minha irmã estávamos a ver uma telenovela qualquer (cá em casa dela só há quatro canais) quando me surge a seguinte conclusão:

- olha lá, já viste esta estupidez, nas telenovelas é sempre gente rica e bem sucedida, nunca há losers.

ao que ela me responde:

- Há pois! a Chiquitita!

e com esta me calei.
Acabei de acordar e sinto-me exausta na mesma. Os últimos dias têm sido completamente anormais na minha vida, daqueles que em pouco tempo determinam muito. Voltei a Lisboa e candidatei-me novamente à ESTC. Depois de dois anos cá estou eu. Com outras pessoas em jogo e com outro júri. É sempre interessante observar que há pessoas estúpidas em todo o lado, e que eu acabo por ser também estúpida por pensar que podemos competir sem ter de arruinar a prova dos outros. Ou por não ficar feliz quando aos outros lhes corre mal. Também é engraçado ver que aquilo continua um antro dos Morangos com Açúcar: este ano não foi o Angel-O, mas sim o tipo que fazia de Ricardo nesta última temporada. Os primeiros resultados saem esta sexta, e eu até lá só quero pôr a cabeça de molho e fingir que nada disto aconteceu.