sexta-feira, 8 de março de 2013

este é um post extremamente confuso, que, provalvemente só eu perceberei*

Sabes, fez-me mal. Bolas, eu ia com um ar de tédio, completamente desmotivada, só e apenas para te fazer a vontade, para não ser bitch. Dois minutos antes o A. disse para eu te dar uma tampa e ir-me embora, afinal estava mais do que no direito de o fazer. Confesso que ainda o cheguei a ponderar, mas não foram mais de dois segundos. Afinal cinco meses sem nos falarmos deu para modificar muita coisa no meu pensamento. Deu para te odiar, para acordar com raiva por ter sido uma totó, por pensar muitas vezes em ti e quase verbalizar asneirões. Depois dessa fase, a indiferença começou a ser notável. E eu sabia que era esta parte que me interessava. Quando tu começavas a não ser mais do que uma marca. Uma cicatriz como aquela que tenho no joelho, e sei que ela lá está, mas à qual já não faço caso.
Mas então, dizia eu, lá fui. E fez-me mal. Porque eu já não me lembrava. Esta é a razão principal: eu já não me lembrava porque é que gostava de ti. Não me lembrava que és das pessoas com quem consigo ter conversas verdadeiramente interessantes - e que isso foi dos primeiros aspectos a cativar-me em ti. Já não me lembrava das nossas discussões infinitas sobre cinema. Já não me lembrava que contigo tenho o riso sempre fácil (e estérico, pelos vistos). E já não me lembrava que a tua memória era tão excelente que decorava sempre o minímo dos pormenores. Enfim.
Agora, de certa forma, sinto que tenho de começar o processo todo de novo. Apesar de não conseguir deixar de me debater sobre porque raio quiseste tu falar comigo - porque não estou propriamente habituada a atitudes despretensiosas - sei que o teu interesse em mim já passou há muito. Sei que para ti a caravana já passou. Mas às vezes eu penso, e possivelmente penso nisto vezes demais, se nós não teremos tido uma história demasiado curta. Acho que podíamos mesmo ter sido épicos. Ficámo-nos por tão pouco e podíamos ter sido tanto.
Mas depois penso no já e no agora, e não me faz sentido. A minha vida mudou e tu já não encaixas aqui. Assim como eu já não encaixo em ti. Seria mesmo impossível. Por isso, e por mais que me custe admitir, tenho pensado em ti como um longo prazo. Acho que sim, que poderemos sei lá, em cinco, dez anos, retomar e seguir a partir de onde nos deixámos.
E depois acho que este tipo de pensamento é estúpido. Mas depois penso que eu estou é sempre a pensar demais e a racionalizar tudo. E não chego a grande conclusão, sabes? Tenho o parvo do meu coração a chamar por ti, só que o meu cérebro já está farto dele. Já não lhe passa grande confiança. Por isso vou ficando assim, como estou. Porque, para já, é ele que agora manda nesta casa. Nem que seja para não criar esperanças idiotas.










*e é, também, o último post que escrevi sobre ti.

That awesome feeling

Quando ontem à tarde duas pessoas dizem o mais banalmente possível: "Sim, a Buu é das pessoas mais simpáticas desta empresa" A...