domingo, 31 de março de 2013

Então boa Páscoa para vocês também!

Este ano a minha Páscoa de vulgar não teve nada. Nunca tinha passado este dia fora de casa sequer. Desde pequena que me lembro de fazer doces com a minha mãe e arrumar a sala porque por volta das quatro da tarde começa-se a ouvir a campaínha nas ruas: é a visita pascal. Lá na terrinha não é o padre que vai de porta em porta, mas sim outras pessoas que se organizam e fazem grupos dividindo-se por zonas e ruas, numa tradição em que eu também fui, uns bons anos, e sempre contrariada, a fazer abanar a sineta.
Este ano nem participo nem fico à espera. Este ano estou em Lisboa, sozinha, na loja, como se fosse outro dia qualquer. Saio às sete da tarde e depois ainda tenho de ir ao Colombo comprar uns calções para começar a usar a partir de amanhã nos ensaios. Podia ser um dia qualquer, e eu digo a toda a gente que o é, mas não é verdade. Mas sei que quando chegar a casa, lá pelas nove, com o jantar já feito por mim desde manhã, tenho o meu pacote de amêndoas que eu comprei só para mim, que não me deixa esquecer da importância do dia de hoje.

sábado, 30 de março de 2013

Sabem aquela sensação de alívio

que acontece quando pensam: 'ufa, ainda bem que não sou só eu a pensar assim!'? Bom, depois de meses a fio a sentir-me a pessoa mais solitária de sempre, hoje, no fim do ensaio em vez de vir para casa a pé, resolvi ir com mais três colegas minhas para o McDonalds do Saldanha. E foi o melhor que possam imaginar. Três horas e tal de pura conversa e puro riso e a constatação de que nos entendemos tão bem e sentimos exactamente as mesmas coisas. Afinal, sempre tenho amigas cá, e soube-me pela vida.

Já não tão boa foi a sensação de saber que para além dos três gays que há no meu curso e os quais eu já me tinha apercebido, afinal há mais dois, e eu andei este tempo tapadinha de todo - felizmente que não me tinha dado interesse em nenhum deles. 

quarta-feira, 27 de março de 2013

Carta a São Pedro

É já para a semana que a minha peça estreia. Desenganas-te se achas que te escrevo para falar do meu nervosismo. Eu estou até evitar pensar no assunto que é para não ficar debaixo de muita pressão. O que se passa é que eu faço a peça toda de pernas ao léu, que é como quem diz, ora de vestido, ora de saia. E o problema reside na porcaria de frio que tem estado. E digo porcaria para não dizer palavra pior. É que já não se aguenta, e o pior de tudo é o facto de estar constantemente a tremer de frio em palco. De vez em quando, até tenho arrepios, e outras vezes espirro em situações completamente despropositadas. E isto assim não dá. Por isso, S. Pedro querido, vê lá se mexes uns cordelinhos em prol da tua querida pseudo-actriz, que eu ficava muito feliz. Podemos até fazer um acordo: eu não me importo que chova e faça frio de segunda a quinta desde que na sextas, sábados e domingos do próximo mês esteja um tempo mais jeitoso. Pode ser? Eu sabia que sim, tu até és um tipo todo porreiro.

segunda-feira, 25 de março de 2013

É quando eu vejo tanta gente a felicitar-se

Por os Gogol Bordello irem à Queima a Coimbra, que eu percebo que a minha cultura musical anda pelas horas da morte. Nunca ouvi falar em tais senhores.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Constatação do dia #2

Tenho a certeza absoluta de que cada vez que venho trabalhar para a loja dois ou três neurónios meus morrem. E a coisa ainda se agrava mais quando me apercebo que já não folgo desde sexta passada. Fim-de-semana meu, chega depressa.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Ah, mas e os vestidos e o dia lindo Buu? Pois, mas isso é só um dia, que por acaso nem tem grande coisa que ver com o resto do casamento em si...

Cheguei oficialmente à idade em que os meus amigos/colegas/conhecidos se estão a casar. Eu achava que estava livre desta praga por pelo menos mais 5 anos, mas anda tudo doido para meter uma aliança no dedo, está visto. Depois da minha querida colega de loja, ontem vi no facebook que uma colega minha do secundário está noiva. E também tem 21 anos. Isto não é assim um bocdito a atirar para o cedo?


sexta-feira, 8 de março de 2013

este é um post extremamente confuso, que, provalvemente só eu perceberei*

Sabes, fez-me mal. Bolas, eu ia com um ar de tédio, completamente desmotivada, só e apenas para te fazer a vontade, para não ser bitch. Dois minutos antes o A. disse para eu te dar uma tampa e ir-me embora, afinal estava mais do que no direito de o fazer. Confesso que ainda o cheguei a ponderar, mas não foram mais de dois segundos. Afinal cinco meses sem nos falarmos deu para modificar muita coisa no meu pensamento. Deu para te odiar, para acordar com raiva por ter sido uma totó, por pensar muitas vezes em ti e quase verbalizar asneirões. Depois dessa fase, a indiferença começou a ser notável. E eu sabia que era esta parte que me interessava. Quando tu começavas a não ser mais do que uma marca. Uma cicatriz como aquela que tenho no joelho, e sei que ela lá está, mas à qual já não faço caso.
Mas então, dizia eu, lá fui. E fez-me mal. Porque eu já não me lembrava. Esta é a razão principal: eu já não me lembrava porque é que gostava de ti. Não me lembrava que és das pessoas com quem consigo ter conversas verdadeiramente interessantes - e que isso foi dos primeiros aspectos a cativar-me em ti. Já não me lembrava das nossas discussões infinitas sobre cinema. Já não me lembrava que contigo tenho o riso sempre fácil (e estérico, pelos vistos). E já não me lembrava que a tua memória era tão excelente que decorava sempre o minímo dos pormenores. Enfim.
Agora, de certa forma, sinto que tenho de começar o processo todo de novo. Apesar de não conseguir deixar de me debater sobre porque raio quiseste tu falar comigo - porque não estou propriamente habituada a atitudes despretensiosas - sei que o teu interesse em mim já passou há muito. Sei que para ti a caravana já passou. Mas às vezes eu penso, e possivelmente penso nisto vezes demais, se nós não teremos tido uma história demasiado curta. Acho que podíamos mesmo ter sido épicos. Ficámo-nos por tão pouco e podíamos ter sido tanto.
Mas depois penso no já e no agora, e não me faz sentido. A minha vida mudou e tu já não encaixas aqui. Assim como eu já não encaixo em ti. Seria mesmo impossível. Por isso, e por mais que me custe admitir, tenho pensado em ti como um longo prazo. Acho que sim, que poderemos sei lá, em cinco, dez anos, retomar e seguir a partir de onde nos deixámos.
E depois acho que este tipo de pensamento é estúpido. Mas depois penso que eu estou é sempre a pensar demais e a racionalizar tudo. E não chego a grande conclusão, sabes? Tenho o parvo do meu coração a chamar por ti, só que o meu cérebro já está farto dele. Já não lhe passa grande confiança. Por isso vou ficando assim, como estou. Porque, para já, é ele que agora manda nesta casa. Nem que seja para não criar esperanças idiotas.










*e é, também, o último post que escrevi sobre ti.

quarta-feira, 6 de março de 2013

A emissão segue dentro de momentos

Sim, eu sei. Tenho sido uma desaparecida do pior. Porquê? Porque agora tenho ensaios todos os dias da semana (excepto ao sábado) e trabalho durante o dia. Ou seja: só há tempo para comer e dormir, de resto pouco mais. Em Abril estreamos - e quando souber os pormenores venho cá dizer - e por isso a concentração tem de ser máxima. Depois em Maio, se Deus quiser, se o karma quiser, se todos os santinhos quiserem, hei-de mudar de emprego, e o brilho nos meus olhos há-de voltar. Até lá vou continuar assim: meia desaparecida.

sábado, 2 de março de 2013

Não, não há mesmo nada que se compare

À comida da mamã, à minha cama, e ao aquecedor com o cobertor nas pernas. Não há mesmo nada como a nossa casa.




Lá vou eu, a alta velocidade

Meses a ansiar por Junho e Junho chegou. Possivelmente um dos meses mais stressantes da minha vida, onde vi as minhas maiores olheiras de se...