sábado, 28 de dezembro de 2013

Planeta Terra, escuto: daqui fala do Planeta Buuniano

Eu podia desculpar-me com o facto de andar a trabalhar muito e a dormir pouco para vos explicar porque é que a minha vida é feita de uma série de acontecimentos estúpidos - em que eu me limito a sobreviver entre eles - mas a verdade é que não posso. A culpa é minha. É a mim que falha sempre a mesma conexão entre neurónios que me põe constantemente em alhadas.

Pois bem: ontem saí do trabalho cedinho para vir para casa arranjar-me, uma vez que era dia de jantar de Natal da empresa. Correu tudo lindamente, banhinho tomado, o cabelo impecável, roupa bastante gira com mais uma saia feita pela minha mãe, maquilhagem no ponto. Apercebo-me que não tenho uma carteira decente para sair portanto ponho o passe, a bolsa com os documentos e dinheiro e ainda os telemóveis nos bolsos do casaco. Visto-o, mais uma olhada no espelho - 'epá, estou mesmo gira' - vejo as horas: 20:50, e saio. Fecho a porta de casa. E é neste exacto momento que me cai tudo. As chaves. As chaves. As chaves! As chaves!!!!! As chaves!!!!!!! As chaves ficaram lá dentro!!!!!!!!!!!

Sim, para os mais atentos neste blog, é verdade que vivo com a minha irmã, mas ela estava e está em Coimbra.

Ligo à minha mãe em pânico, que me dá a boa notícia de que se o senhorio não tiver as chaves, terei de ligar aos bombeiros. Ligo ao senhorio: não tem chaves.

Ligo aos bombeiros. 'Sim, minha senhora, se estiver uma viatura disponível irá já para aí. Aviso-a de que este trabalho terá um custo de 55€.'  Engasguei-me e achei que ele estava a gozar comigo. Não estava.

Sentei-me nas escadas do hall de entrada do prédio e esperei. Esperei. Esperei. Esperei. Esperei. Esperei. O hall estava gelado e eu de saia. Começo a espirrar. Esperei mais um bocado. Quando já tinha passado uma hora voltei a ligar e dizem-me que tenho de aguardar. Começo a assoar-me. Esperei. Esperei. Esperei. Passadas duas horas (sim, duas horas) chega a polícia. Esperamos os três mais meia hora. Ao todo esperei pelos bombeiros duas horas e meia. Abriram-me a porta em 30 segundos.

Nunca mais me esqueço da porcaria das chaves em casa, juro-vos.  

e sim, depois ainda fui para o jantar - em que já não comi quase nada - e sim, ainda fomos sair e a noite compensou muito a espera toda, ao menos isso. 


domingo, 22 de dezembro de 2013

X-factor

Sim, eu tenho lá o meu melhor amigo no melhor dos grupos (não é nenhum dos dos rapazes, esses dão-me vómitos) e sim, eu quero muito que ganhe mas...ligo a televisão e está o Diogo a cantar a minha música preferida de Natal e toda eu sou baba!

Resumo rápido dos meus dias

Dias trabalhados: 19
Folgas: 0 (zero, zerinho)
Média de horas trabalhadas por dia: 13/14
Quilómetros percorridos: cerca de 500
Carros diferentes da empresa que já conduzi: 5
Herpes que me apareceram e eu consegui aniquilar: 3 (três!)
Olheiras: estupidamente enormes.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

E de repente a vida dá uma volta

Foi há pouco mais de quinze dias, que em desespero de falta de audições e castings, enviei o meu currículo em resposta a um anúncio para uma empresa da área da qual tirei a licenciatura. Chamaram-me para entrevista nesse próprio dia e eu achei que dali não viria nada. Acho mesmo que nunca uma entrevista me correu tão mal. No entanto, e ao contrário de todas as expectativas chamaram-me para uma segunda entrevista, e quatro dias depois, numa terceira reunião, viria a saber que a partir daquele dia seria retirada dos números do desemprego. Caiu-me o emprego do céu.

Desde então não tenho parado. Tenho trabalhado cerca de 14h - a época natalícia traz 70% dos lucros da empresa - e tenho dormido cerca de 5h. Não tem havido tempo para Facebook, nem para o blog, nem para passeios, nem compras, nem ver televisão, nada. Absolutamente nada.

Por outro lado também tenho os colegas mais porreiros que poderia ter. Fazemos todos parte de uma equipa e remamos todos para o mesmo lado, e é por isso que é suportável trabalhar tanto tempo. Posso sempre contar com eles quando preciso de ajuda, riem-se comigo das minhas desgraças, preocupam-se se como decentemente, se estou doente, e por aí fora.

É claro que deixei um bocadinho os sonhos de parte. Mas, para já, estou a tentar não pensar muito nisso.