domingo, 14 de setembro de 2014

de volta (ou talvez não).

Enfim, vontade não me faltou de vir aqui, mas andei com uma preguiça incontrolável, e o tempo foi muito escasso. Deixo-vos com o que aconteceu de mais relevante no último mês e voltarei assim que me apetecer e conseguir.

Fui com ele passar três dias ao Alentejo e foi tão tão tão bom. Fui a Barcelona cinco dias com a minha amigas de viagens e quase chorei quando voltámos. Adorei tanto que fiquei com vontade de me mudar para lá, juro. Apercebi-me que ninguém deve deixar os seus sonhos apenas por dinheiro. E que eu estou farta, mas muito farta mesmo, de estar nessa posição. Mas que tudo acontece por um motivo. Viciei-me no 2048. Estive com os meus sobrinhos e assustei-me em como estão crescidos e como o tempo passa muito depressa. Fui obrigada a ter de ir a um casamento com o homem. É daqui a um mês e estou cheia de medo. Comi num restaurante muito muito bom, e senti-me uma princesa. Aliás, sinto-me uma princesa todos os dias. Prometi que nunca espremeria borbulhas a um namorado e tenho quebrado essa promessa quase todos os dias. Soube que moro no mesmo prédio que a Sofia Aparício e andei de elevador com ela. Engordei outra vez. Já vou na quarta temporada do Lost. Mas tenho mesmo muita vontade de começar a ver o Breaking Bad outra vez. Fui às compras e experimentei pelo menos umas 25 peças e só trouxe 2 (o que é se passa com as lojas de roupa?).

No entanto, a coisa mais interessante que tenho para vos contar é que gravei 14 episódios de experiências para miúdos e vou passar no canal Panda Biggs a partir do próximo mês. Sim, vão mesmo poder ver-me na tv! São 26 programas ao todo, e gravei eu e uma colega minha. Cabe-vos a vocês decidir qual é que acham que eu sou. Estou curiosa nessas opiniões!

sábado, 26 de julho de 2014

but life still goes on.

Há dois anos estava no pior momento da minha vida. Em Abril tinha sido diagnosticado um aneurisma ao meu irmão mais velho, e, como isso não bastasse,  a minha pessoa preferida decidiu que eu já não era a dela. E nesse dia um grande buraco negro instalou-se no meu peito e fez dele a sua casa. Nunca me senti tão sugada por outra dor como esta. Durante meses a fio carreguei o peso e habituei-me a ele. Habituei-me porque a vida não parou. Por mais que eu quisesse só uma pausa, só um segundo para poder respirar fundo e continuar, não tive essa hipótese.

O verão passou e no fim de Setembro fui para a capital. A minha vida mudou mas o buraco negro continuou. Ia trabalhar naquela horrível loja de gelados e levava-o comigo. Ia comigo para as aulas, à noite, e fazia-me chorar em muitas delas. Perguntei-me muitas vezes se algum dia a dor ia passar e chegava sempre à conclusão que sim. Mas perguntava-me muitas mais se algum dia ia conhecer alguém tão fantástico como ele e que eu amasse tanto e chegava sempre à conclusão que não.

Até que um dia, quando já fazia outra vez mais calor que frio, senti o peso a aliviar. Os meus órgãos começaram a reconstituir-se e a ferida começou a fechar. Os acontecimentos e as confusões do verão seguinte só vieram ajudar. Já não era isto que o meu corpo pedia, já nada fazia sentido. A vida tinha andado depressa demais.

Quando chegou o inverno, entrei para a empresa que me crescer, trabalhar muito muito muito, chorar, gritar, fazer verdadeiros amigos em Lisboa, ter muitos jantares fora e saídas, rir que nem uma perdida e....conhecer o meu novo amor. É impossível escrever esta frase sem esboçar um sorriso. Hoje só tenho a agradecer à vida por ter andado e por me ter feito tão feliz. Por estar tão feliz. Por saber agora que há sempre esperança, há sempre luz.

E por me ter ensinado uma lição, me chamado pateta e por, agora que estava mais que preparada, me dar aquilo que tenho de mais precioso: ele.

domingo, 20 de julho de 2014

Por aqui, no paraíso, continua tudo bem.

Ontem na Gala de Verão da nossa empresa desistimos de nos esconder e lá fomos nós, contar, um a um, a quem tinha de saber e a quem achávamos importante. A reacção foi sempre a mesma, um "a sério?!", um sorriso enorme, um "mas são mesmo namorados? eu pensava que ele estava a gozar!", rematando com um "mas estás feliz?", confirmávamos que sim, que estamos ridicularmente felizes, e tínhamos um abraço apertado no final. A certa altura já parecia que estávamos a anunciar que íamos casar ou ter filhos!

Mas esta era mesmo a única solução à vista. O facto de passarmos tanto tempo uns com os outros fez com que tivessemos de tornar as coisas assim, bem oficiais, ou íamos ser demasiado falados nas costas para o meu gosto.


quarta-feira, 9 de julho de 2014

A emissão está de volta

Por cá a vida pessoal (já a professional...) continua no topo dos últimos tempos. Amanhã começa o Alive, e estou absolutamente em modo histérico. Vão ser três dias tão tão tão bons.

No entanto, a parte melhor é definitivamente o facto de ter descoberto  alguém (do quem nunca vos tinha falado) especial, mesmo muito especial. Tão príncipe. Tão fofo. E...passei a ser outra vez comprometida. É estranho, agora ter outra vez namorado. Mas somos aquilo que seria impossível não sermos. Fomos atraídos como dois ímanes, sem qualquer hipótese de fuga, e darmo-nos tão bem em tão pouco tempo só prova isso.

 Arctic Monkeys - R U Mine?

sábado, 21 de junho de 2014

É sempre quando menos esperamos

que as coisas boas acontecem. Pois que parece que tenho novidades daquelas boas, mesmo boas. Mas eu ainda nem estou em mim, e isto tudo ainda me parece um bocado surreal. Por isso quando descer à Terra venho cá contar tudinho tudinho. Até lá, vou continuar a viajar nas nuvens, que lá se está estupidamente bem.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Tudo depende da perspectiva

Passei o dia em casa, sozinha, a ver Lost. Devo sair de casa daqui a pouco para ir ao Colombo dar uma volta sozinha, e depois, logo à noite, vou voltar a estar sozinha a ver mais um episódio (desta série que é do mais viciante que existe) e a adormecer às 22h, dado que amanhã às 8h começa mais um dia de trabalho. E apetece-me queixar-me, nem que seja da minha solidão.

Mas depois penso que o ano passado estava a trabalhar naquela loja de iogurte e que devia estar irritada e chateada - como estava sempre. Depois penso em 2012 e tenho a certeza que devia andar pelas ruas da amargura neste dia. Vou um bocadinho mais atrás, a 2011, e mesmo que fosse muito feliz, tenho a certeza que estava a estudar para os exames. And so on.

E apercebo-me que, se calhar, só se calhar, este dia até nem foi assim tão mau.

sábado, 7 de junho de 2014

E de repente começo-me a sentir prata da casa.

Passaram 6 meses desde que comecei a trabalhar ali. Sendo que quando comecei éramos cerca de 30, agora passamos dos 50 e andamos à velocidade de duas contratações novas por semana, é fácil sentir que começo a ser das mais antigas da equipa.

terça-feira, 3 de junho de 2014

E amanhã as histórias a contar já serão outras.

Estive de férias. Aliás, estou de férias. Amanhã já é dia de voltar à minha cadeira reclinável, ao meu computador, ao meu email, às chatices de sempre, e aos meus colegas. À semelhança daquilo que tinha feito há uns meses, vim passar estes dias à terrinha, que se revelaram completamente terapêuticos.

Não é que eu não considere as pessoas que tenho em Lisboa minhas amigas, mas é na terrinha que tenho os meus velhos e verdadeiros. Nestes quatro dias senti-me uma verdadeira socialite: almoços para aqui, lanches ali, concertos, jantares e cafés abundaram. E percebi que é com eles que sou eu própria, e que são eles, sem se aperceberem disso, que me fazem voltar a mim mesma quando a capital começa a fazer os seus efeitos.

É com eles que não me importo de falar dos meus segredos mais íntimos, é com eles que mandar berros histéricos sem vergonha num concerto faz todo o sentido, é com eles que comprei o bilhete para ir ao Alive, foram eles que me deram a mão quando eu quase morri de medo numa coisa chamada canguru (que vos falei no post abaixo), são eles que me obrigam a ficar mais tempo no café porque eu já me vou embora amanhã.

Estas férias ajudaram-me ainda a descodificar todo um emaranhado amoroso no qual estou metida. Com uma frase o meu melhor amigo disse tudo o que precisava de ouvir: "vê lá se não aproveitas o que tens, depois começas a sentir coisas pelo outro e vai na volta e ele não é homem para ti".

E deram ainda para ficar confusa a coisas que eu pensava que já lá iam. Principalmente aquela atitude que por mais que tentasse, não percebi.

domingo, 1 de junho de 2014

Note to self

Nunca mais, mas nunca mais mesmo, andar em diversões tipo montanha-russa. Detesto aquilo desde o primeiro segundo, berro que me farto, acho que vou morrer ou vomitar, ou os dois, fecho os olhos e peço por tudo que acabe, e faço tudo menos aquilo que é suposto: divertir-me. Nunca-mais.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

O meu charme é incontornável

Depois de uma saída com as pessoas do trabalho, como me despedir do anormalzinho: contar como a minha casa foi infestada com baratas o ano passado, não esquecendo de referir os pormenores sórdidos.

Buu Maria a arruinar possibilidades desde 1992.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Coragem é...

ter-me levantado às 6h30 e ter trabalhado 12h mas estar a esta hora a fazer a depilação a cera porque amanhã tenho de levar vestido para a empresa porque vai lá alguém mesmo muito importante.

Aproveito e mostro as pernas ao outro para ver se acerta as ideias, já que anda meio anormalzinho.

sábado, 10 de maio de 2014

Pausa na vida agitada da capital

Ontem o meu facebook voltou a mostrar aquilo que acontece todos os anos em Coimbra: a Serenata Monumental. É impressionante como já passaram 2 anos desde a última a que fui, mas parece que é agora, finalmente agora, que me começo a desligar um pouco de tudo. Não faço ideia de como será a minha vida, mas começo a encaixar que muito dificilmente voltará a passar por ali.

No entanto, há coisas que ficam. Como a Queima das Fitas. É impossível fugir à Queima. E é por isso que eu e os meus amigos teremos hoje o jantar de sábado de queima como fazemos todos os anos. Vamos todos, e por isso, a noite promete muito! Porque hoje volto a pertencer a Coimbra, e de Lisboa, segunda-feira, terei certamente novas histórias para contar.


quinta-feira, 8 de maio de 2014

Porra

Já me tinha esquecido que estas coisas de andar caída por alguém são como uma montanha-russa. Ora estamos lá em cima com um sorriso a toda a hora, ora nos sentimos na lama. Hoje estou, definitivamente, na lama.

domingo, 4 de maio de 2014

Como vai a tua vida Buu Maria? Uma bagunça pegada #2 (assim como este post o é)

É que depois temos este lado. Este lado de mim que me mostra cada vez mais caídinha por alguém que eu jurava a mil pés juntos que não. Fui vítima do maior arranjinho que há história, a sério, duvido seriamente que haja outra empresa inteira a conspirar em conjunto para duas pessoas fiquem juntas. É certo que ser a única solteira havia de dar nisto mas...parece que toda a gente nos descobriu antes de nós próprios termos sequer olhado duas vezes um para o outro.

É que depois tenho este lado. Este lado que acha que estou a ser precoce em escrever isto, mas bolas, porque não? Porque em nós já não há nada de precoce, e já tivemos sorrisos e olhares que cheguem. E é achar que não faço ideia do que vi em ti, mas depois perceber-me tão bem: estou farta do mesmo molde de pessoa, dos atadinhos, bolas, estou farta dos atadinhos! E tu és assim um bipolar que não percebo bem: ora és um atado da pior espécie, ora passas horas a tentar convencer-me de que ir contigo dar uma volta seria a melhor decisão da minha vida. E é isso que gosto em ti: da tua agitação, da incógnita, de não te conseguir definir decentemente. E que apesar de meio atado, meio atrevido, não desistes de mim, mesmo eu sendo uma bruta para ti como não sou para ninguém. Ou melhor, sou, é o meu feitio, de vez em quando lá solto uma parvoíce qualquer, e tu, feito parvo também, ris-te. Ris-te das minhas parvoíces e eu acho que isso é um feito, porque são coisas que não interessam nem ao menino Jesus. Ris-te, e depois ainda és fofo comigo. E isso até eu acho que não mereço.

É que depois temos este lado. Este lado que sabemos os dois que é perigoso. Porque somos os dois da mesma empresa, e mesmo não trabalhando no mesmo edifício, sabemos o quão errado isto pode dar. Mas e se der certo? É que pode dar tão certo!

É que juro que tento disfarçar, a sério, tento arduamente, mas está a começar a ficar difícil. Já toda a gente percebeu, só falta tu teres a certeza que, assim como eu sei que estás a começar a ficar caídinho por mim, eu estou a ficar assim caídinha por ti também. Se calhar...só se calhar, devia ser mais explícita.





Alerta pessoas com caracóis: a água de Lisboa não presta

Acabei de ver fotos minhas de quando vivia em Coimbra e a minha reacção foi: mas para onde foram os meus caracóis todos??? Desde que moro em Lisboa o meu cabelo não passa de um frisado que quer ser liso. A diferença só pode ser da água, porque de resto trato-o exactamente da mesma forma que há anos. Sempre me queixei de ter o cabelo encaracolado, mas agora só consigo achar que assim é que não tem piada nenhuma mesmo. Bof.

sábado, 3 de maio de 2014

Como vai a tua vida Buu Maria? Uma bagunça pegada

Já aqui referi várias vezes que na minha empresa toda a gente tem menos de 30 anos, e que trabalhamos muito. E por muito entenda-se 11h, 12h diárias. O facto de passarmos tanto tempo juntos faz com que, naturalmente, as pessoas se agrupem por afinidades e tipos de trabalho. Eu tenho noção de que pertenço ao grupo de pessoas unido da empresa. E isto corre muito bem. Menos quando nos dizem que um de nós vai sair.

Foi o que aconteceu em Março com a C. e é o que vai acontecer agora com o E. Com o E. que é o meu melhor amigo lá. Com o E. que faz sempre questão de me dar um bom dia simpático, que ouviu as minhas queixas tantas vezes, e que outras tantas desabafou comigo. Com o E. que tem estado a fazer do melhor cupido que sabe por mim e pelo atrasadinho do post debaixo. Com o E. que é definitivamente uma das minhas pessoas preferidas e que me vai custar tanto deixar.

E com isto tudo sinto a empresa a ficar vazia, e a minha vontade de trabalhar começa a ir por água abaixo. Afinal não foi por nada disto que lutei quando deixei Coimbra e vim para Lisboa.

sábado, 26 de abril de 2014

sábado, 12 de abril de 2014

Perdida em Lost #2

A história do Michael e do seu filho Walt não podiam ser mais desinteressantes para mim. Só me apetece passar à frente quando eles aparecem.




domingo, 6 de abril de 2014

Ou sou bipolar ou sou medricas

Passo a vida a lamentar-me de estar sozinha, e a queixar-me que tenho saudades de estar apaixonada, mas cada vez que aparece uma hipótese real, é ver-me a fugir a sete pés.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Perdida em Lost #1

(querido leitor, este texto tem spoilers, se ainda não viu Lost, aconselho a não ler)

Ora portanto, e até agora: o Damon Salvatore (impossível dissociar o actor) morreu, a pegazinha da irmã dele diz que quer ir com calma com o Sayid, continuo-me a babar para o Jack, queria mesmo que o casal de coreanos se entendessem, e o bebé nasceu, finalmente. 

O vício está a aumentar tanto que já sonho com a série de noite.

domingo, 23 de março de 2014

Ai

Comecei a ver Lost. Como é que agora se pára mesmo?

 (sejam fofinhos e não me spoilem, até porque já li algures o fim e fiquei um bocado desiludida)

sábado, 22 de março de 2014

Coisa pequenina que eu gostava que as pessoas no meu facebook percebessem

Frases/imagens pós-relacionamento com uma mensagem do tipo "já não quero saber de ti, já nem me lembro que existes", só demonstram efectivamente o contrário.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Hoje

a C.,a pessoa que mais me ajudou na empresa, ajudou-me tanto tanto, que riu comigo a bandeiras despregadas e que foi a minha maior amiga, despediu-se.

Só me apetece chorar quando penso em como as coisas ficarão diferentes sem ela lá.

sábado, 8 de março de 2014

Socorro, a minha empresa é um reality show

Aqui há uns tempos dizia que tinha uma grande sorte com o sítio em que trabalhava, uma vez que éramos todos boas pessoas. Bom, entretanto abri os olhos, e apercebi-me que as coisas não são o conto de fadas que eu pensava. O facto de termos todos menos de 30 anos e de passarmos cerca de 12h todos os juntos, mesmo que em salas diferentes, torna a minha empresa numa autêntica Casa dos Segredos ou num Big Brother. Há de tudo:

. o casal que toda a gente sabe que é casal mas que diz que não é, e que tem pessoas lá fora; 
. grupinhos que dizem mal das pessoas e quando passamos ao pé deles se calam;
. rapazes que se juntam e falam à mete-nojo sobre raparigas;
. pessoas a jogar que vão dizer aos superiores coisas que nós não fizemos só para nos mandar para debaixo do autocarro; 
. partidas entre colegas a toda a hora (eu insiro-me especialmente nesta);
. pessoas que se fazem umas às outras, e quando se fartam passam à próxima;
. a comida má reina o dia: chocolates, tostas mistas, batatas fritas. Todos os dias alguém come disto, e muitas vezes mais do que uma vez;
. discussões tão altas e ferozes que todos ficamos num silêncio constrangedor;
. ciúmes porque nos damos com certas pessoas;
. sorrisinhos e conversas de corte e costura por trás;
. pessoas falsas (esta então deve ser a que tem maior peso).

E estamos a chegar a um ponto que se pudéssemos ir a votações, votávamos para sair aquela pessoa que a maior parte detesta, mas sobre esta ainda vos hei-de falar melhor um dia.




quarta-feira, 5 de março de 2014

Her

Entrou assim de rompante para a minha lista de filmes preferidos. É mesmo mesmo muito bonito.


domingo, 2 de março de 2014

Óscares '14

Este ano foi péssimo para mim, e não vi nem metade mas...e assim um bocado atiradas para o ar, aqui vão as minhas apostas:

Melhor filme



Melhor realizador

Steve McQueen

Melhor actor principal
Leonardo DiCaprio 
(a torcer por ti homem, que não vai ser fácil de ganhar)

Melhor actor secundário
Jared Leto

Melhor actriz principal
Cate Blanchett

Melhor actriz secundária
Lupita Nyong'o 
(ou qualquer uma que não seja a Jennifer Lawrence, por favor!)

sábado, 1 de março de 2014

He's just not that into you ou o momento mais constrangedor de toda a minha vida

Parece que sim, que há novidades sobre aquilo que escrevi aqui abaixo. Antes de tudo é preciso caracterizar o tipo de quem falei. Sim, há mais a saber do que apenas que tem uns olhos verdes que me matam e que é um simpático. É coreógrafo e dançarino, e é todo desportivo, como a profissão o faz ser.  Já apareceu na televisão durante algum tempo, e à conta disso tem a conta de facebook completamente cheia de amigos, sendo impossível adicionar mais alguém.

Mas eu, depois do breve encontro de domingo, e com uma boa dose de coragem, resolvi mandar-lhe uma mensagem no facebook cheia de piada a dizer que ele era todo social e que como não dava para o adicionar, deixava simplesmente um olá.

Não me respondeu e fui dormir. No dia seguinte, depois da hora de almoço, resolvo voltar a verificar a mensagem e pumba: "vista às 23:59" mas resposta... nicles. Pronto, tinha levado ali uma tampa, mas pensei que ao menos tinha tentado e agora já podia seguir em frente sem andar a pensar mais no assunto. E, honestamente, não me importei mais.

No dia seguinte um investidor importante iria à minha empresa portanto tudo teria de estar em ordem. Seriam umas sete da tarde quando me levantei para arrumar a minha secretária e comecei a pegar nos pratos de toda a gente para levar ao bar (sim, nós comemos muitas vezes o lanche em frente ao PC). Voltei, sentei-me e respondi aos emails que tinha pendentes. Preparei-me para ir embora, mas achei que era melhor ir à casa de banho primeiro. No meu edifício funcionam várias empresas, por isso a casa de banho do meu piso estava cheia. Resolvi ir à do andar de cima. Subo lentamente as escadas e penso no que é que tenho de trazer vestido amanhã...uma saia, possivelmente.

Subo o último degrau e os meus olhos não acreditam no que vêem.

Ele está ali com uns amigos sentados a uma mesa. É mesmo ele. Pânico. Pânico! Pânico! Tentei andar para trás e descer as escadas, mas tarde demais, ele já me tinha visto - o que ainda tornou a situação mais ridícula. Vêm-me à cabeça todos os nomes que me lembro e penso em qual seria a probabilidade de o encontrar num edifício de desenvolvimento tecnológico àquelas horas da tarde: nenhuma.

Lentamente avanço para o cumprimentar, ele levanta-se e muito sorridente dá-me dois beijinhos. Eu só quero um buraco. Lá lhe explico que trabalho ali (não vá pensar que o ando a seguir) e que por acaso, ia agora à casa de banho - pormenor completamente estúpido de esclarecer. Ele diz que está numa reunião com colegas para um novo projecto. Silêncio constrangedor. Até que põe o dedo na ferida:

Eu acho que recebi uma mensagem tua ontem, não foi? 

Amaldiçoei-me de morte. Sim, sim, mandei.

Eu tentei adicionar-te, mas realmente já tenho muitos amigos, alguns deles nem conheço até. Eu adiciono toda a gente e depois é assim, ahahahah. Mas vamos falando, vamos falando.

Se não conhece algumas pessoas bem que as podia eliminar e adicionar a mim não era? Fez-me sentir pior ainda. Disse-lhe que sim, sorri e despachei-o. Só queria fugir, esconder-me, e esquecer que aquilo estava a acontecer. Lá me deu mais dois beijinhos - estava muito simpático. Devia ser só peso na consciência.

Fugi dali o mais depressa que pude, e enterrei-o num buraco bem fundo da minha memória. Tudo o que eu queria menos era voltar a vê-lo.

Mas não é que depois daquilo tudo, o homem chegou a casa e respondeu-me? Já eu fiquei sossegada, que de humilhações já tive que baste.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Sou uma tótó no que toca a engates

É certo, para mim, que em cem rapazes que me mostrem eu vou ficar minimamente atenta apenas a um ou dois, por isso quando estes aparecem, eu não me sei comportar. Não sei. Fico muito consciente de mim própria e só faço porcaria.

Hoje voltei a ver um tipo que me despertou interesse como nenhum outro nos últimos tempos. É que para além de ser um querido, também é giro que se farta. Sendo que sabia que onde ia hoje ele iria aparecer, o meu cérebro esteve em plena actividade toda a tarde:

'ainda não apareceu, ainda não apareceu...que seca, isto assim nem tem metade da piada'

Entretanto, eu e as minhas amigas mudamos de sítio e lá está ele.

'ai, está ali, está ali. vou armar-me em cool e passar ao lado dele a ver se me diz alguma coisa' 'não disse, bolas, não disse. ai mas ele é tão giro... morro com aqueles olhos verdes! ai, está a olhar para cá, de certeza que agora vem cá dizer alguma coisa!' 'não vens? então és parvo e não gosto mais de ti, não és assim tão giro e querido, vai à vida que eu vou à minha' 

Ele desaparece. Passado cinco minutos voltamos a mudar de sítio e a esbarrar nele outra vez.

'pronto, chega de dramas e vou-lhe dizer olá' 'ok, boa, estamos a trocar olhares, se calhar podia no mínimo balbuciar alguma coisa...' 'ok, um sorriso está bom, pronto, já sorrimos um para o outro, já não é o fim do mundo' 

Ele acaba por me dizer olá tarde demais quando eu virei a cara. Voltamos a mudar de sítio e lá está ele novamente! Está à nossa frente e por isso não nos vê, mas passado algum tempo aparece um amigo que o chama e nesse momento volta-se e ficamos frente a frente. Ele sorri-me e estende-me a mão.

...

Eu fico a olhar feita parva para a mão dele.

Ele continua com a mão estendida.

Eu continuo a olhar feita parva.

Até que se faz clique! Ele estava a cumprimentar-me com um sorriso fofo e tudo! Coro como tudo, dou-lhe a mão, momento de química e sorrisos, e cumprimenta as minhas amigas. Volta-se a virar de costas para nós. Eu quase morro de vergonha.

Passado uns minutos decidimos que está na hora de irmos embora. Não sem antes voltarmos a passar um pelo o outro e eu - estúpida - fingir que não o vi.

E amaldiçoo-me de morte por ter 21 anos e ser uma tótó no que toca a homens. Não sei comportar-me, não sei conquistar, não sei sequer conseguir falar com um tipo com até já conversei uma vez de forma bastante interessante! Por este andar vou ficar para tia com sete gatos cá em casa.



Toda eu sou excitação


A minha série preferida de sempre vai voltar!

domingo, 9 de fevereiro de 2014

domingo, 2 de fevereiro de 2014

É certo como o destino (drama feminino)

sempre que vou cortar o cabelo, detesto ver-me. Descobri o corte certo para mim há uns dois ou três anos e desde aí que corto sempre igual, mas passo sempre este tormento. Detesto sempre. Rogo pragas à cabeleireira - onde corto o cabelo há quase dez anos - e digo que nunca mais lá volto. Mas passado cerca de uma semana o cabelo habitua-se ao novo corte e fica lindinho, começa a crescer e fica como eu queria. Adivinhem: cortei-o ontem.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Pelos vistos sou interessante aos olhos de muita gente...cusca

Explicaram-me no outro dia como é que são seleccionadas as 'Pessoas que talvez conheças' que nos aparecem numa barra lateral direita no facebook: é gente que andou a cuscar várias vezes o nosso perfil. Desde então que sorrio sempre que olho para lá. Ex-namoradas do meu ex, miúdas que me detestam, colegas de trabalho, pessoas do meu curso com que eu nunca falei, pessoas com quem me chateei há muitos anos...ups, foram todos apanhados!

sábado, 11 de janeiro de 2014

Se há coisa que me faz ser mesmo feliz no trabalho são as pessoas

E nisso tive uma sorte descomunal. Lá na empresa são tudo boas pessoas. Não sei onde conseguiram desencantar uma selecção tão especial, mas entre as duas salas, chefes e colegas, damo-nos todos bem. Ajuda muito o facto da empresa ser recente e de sermos todos jovens - não há ninguém que tenha mais de trinta anos. O sentimento geral é que somos uma equipa, remamos todos para o mesmo lado e sempre que alguém precisa de ajuda há sempre voluntários. Não há competições mesquinhas, nem falar mal por trás. Aliás, da minha parte o que há mais é risos a toda a hora. É claro que nem toda a gente tem uma afinidade espectacular com toda a gente, e uns se dão melhor com outros, mas isso é normal. E assim, quase nem noto que trabalho cerca de 12h por dia.




quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

2013

se não foi o melhor ano da minha vida, ficou lá perto, tão perto.

Se os primeiros oito meses foram estupidamente pesados? Foram. Detestei trabalhar naquela loja de gelado de iogurte, detestei cada hora e cada minuto, detestei cortar frutas, congelá-las, fazer gelado novo, ir comer às sopas todos os dias, aturar os tipos das sandes e das vitaminas a atirarem-se a mim em desespero, os meus patrões, detestei tanto os meus patrões, e a administração, e o horário, e as minhas colegas. Detestei tudo, mas fui forte, e aguentei-me o mais que pude e que achei necessário. Agora que penso nisso, parece que já foi há muito tempo. E percebo que saí na altura que tinha saído, foi a decisão mais acertada de todo o ano.

Mas 2013 foi um ano de oportunidades e de primeiras vezes:
- Fiz dois espectáculos teatrais profissionais;
- Concluí o meu curso de um ano de formação para actores;
- Fui a castings;
- Fui ao Quem Quer Ser Milionário? e ganhei 500€;
- Fui ao Factor X apoiar o P., amigo com quem no verão apanhei um grande susto, sozinhos ao entardecer, em Alfarelos.
- Percebi que nem sempre é fácil distinguir sentimentos e fazer escolhas acertadas em relação a eles;
- Acertei em quase todos os Óscares;
- Mudei de casa em Lisboa;
- Vi mais peças de teatro do que em toda a minha vida junta;
- Gravei uma curta-metragem;
- Comprei umas leggings coloridas e consegui conjugá-las;
- Fui de férias com uma grande amiga minha para Londres;
- Comi sushi e detestei;
- Comi gelados do Santini e viciei-me;
- Fui ao Super Bock, Super Rock e vi os meus adorados The Killers.
- Fiz uma festa de aniversário na praia (que foi uma desgraça, mas o que conta é a intenção);
- Comecei a trabalhar e fazer um estágio profissional numa empresa a sério;
- Conduzi em Lisboa.

Nada que uma boa noite de sono não resolva

Chegou a terça-feira e tinha uma dor de cabeça horrível e sentia um cansaço generalizado. O meu corpo estava a suplicar-me para parar de mar...