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A mostrar mensagens de Junho, 2014

É sempre quando menos esperamos

que as coisas boas acontecem. Pois que parece que tenho novidades daquelas boas, mesmo boas. Mas eu ainda nem estou em mim, e isto tudo ainda me parece um bocado surreal. Por isso quando descer à Terra venho cá contar tudinho tudinho. Até lá, vou continuar a viajar nas nuvens, que lá se está estupidamente bem.

Tudo depende da perspectiva

Passei o dia em casa, sozinha, a ver Lost. Devo sair de casa daqui a pouco para ir ao Colombo dar uma volta sozinha, e depois, logo à noite, vou voltar a estar sozinha a ver mais um episódio (desta série que é do mais viciante que existe) e a adormecer às 22h, dado que amanhã às 8h começa mais um dia de trabalho. E apetece-me queixar-me, nem que seja da minha solidão.

Mas depois penso que o ano passado estava a trabalhar naquela loja de iogurte e que devia estar irritada e chateada - como estava sempre. Depois penso em 2012 e tenho a certeza que devia andar pelas ruas da amargura neste dia. Vou um bocadinho mais atrás, a 2011, e mesmo que fosse muito feliz, tenho a certeza que estava a estudar para os exames. And so on.

E apercebo-me que, se calhar, só se calhar, este dia até nem foi assim tão mau.

E de repente começo-me a sentir prata da casa.

Passaram 6 meses desde que comecei a trabalhar ali. Sendo que quando comecei éramos cerca de 30, agora passamos dos 50 e andamos à velocidade de duas contratações novas por semana, é fácil sentir que começo a ser das mais antigas da equipa.

E amanhã as histórias a contar já serão outras.

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Estive de férias. Aliás, estou de férias. Amanhã já é dia de voltar à minha cadeira reclinável, ao meu computador, ao meu email, às chatices de sempre, e aos meus colegas. À semelhança daquilo que tinha feito há uns meses, vim passar estes dias à terrinha, que se revelaram completamente terapêuticos.

Não é que eu não considere as pessoas que tenho em Lisboa minhas amigas, mas é na terrinha que tenho os meus velhos e verdadeiros. Nestes quatro dias senti-me uma verdadeira socialite: almoços para aqui, lanches ali, concertos, jantares e cafés abundaram. E percebi que é com eles que sou eu própria, e que são eles, sem se aperceberem disso, que me fazem voltar a mim mesma quando a capital começa a fazer os seus efeitos.

É com eles que não me importo de falar dos meus segredos mais íntimos, é com eles que mandar berros histéricos sem vergonha num concerto faz todo o sentido, é com eles que comprei o bilhete para ir ao Alive, foram eles que me deram a mão quando eu quase morri de medo numa …

Note to self

Nunca mais, mas nunca mais mesmo, andar em diversões tipo montanha-russa. Detesto aquilo desde o primeiro segundo, berro que me farto, acho que vou morrer ou vomitar, ou os dois, fecho os olhos e peço por tudo que acabe, e faço tudo menos aquilo que é suposto: divertir-me. Nunca-mais.