E amanhã as histórias a contar já serão outras.

Estive de férias. Aliás, estou de férias. Amanhã já é dia de voltar à minha cadeira reclinável, ao meu computador, ao meu email, às chatices de sempre, e aos meus colegas. À semelhança daquilo que tinha feito há uns meses, vim passar estes dias à terrinha, que se revelaram completamente terapêuticos.

Não é que eu não considere as pessoas que tenho em Lisboa minhas amigas, mas é na terrinha que tenho os meus velhos e verdadeiros. Nestes quatro dias senti-me uma verdadeira socialite: almoços para aqui, lanches ali, concertos, jantares e cafés abundaram. E percebi que é com eles que sou eu própria, e que são eles, sem se aperceberem disso, que me fazem voltar a mim mesma quando a capital começa a fazer os seus efeitos.

É com eles que não me importo de falar dos meus segredos mais íntimos, é com eles que mandar berros histéricos sem vergonha num concerto faz todo o sentido, é com eles que comprei o bilhete para ir ao Alive, foram eles que me deram a mão quando eu quase morri de medo numa coisa chamada canguru (que vos falei no post abaixo), são eles que me obrigam a ficar mais tempo no café porque eu já me vou embora amanhã.

Estas férias ajudaram-me ainda a descodificar todo um emaranhado amoroso no qual estou metida. Com uma frase o meu melhor amigo disse tudo o que precisava de ouvir: "vê lá se não aproveitas o que tens, depois começas a sentir coisas pelo outro e vai na volta e ele não é homem para ti".

E deram ainda para ficar confusa a coisas que eu pensava que já lá iam. Principalmente aquela atitude que por mais que tentasse, não percebi.

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