sábado, 26 de julho de 2014

but life still goes on.

Há dois anos estava no pior momento da minha vida. Em Abril tinha sido diagnosticado um aneurisma ao meu irmão mais velho, e, como isso não bastasse,  a minha pessoa preferida decidiu que eu já não era a dela. E nesse dia um grande buraco negro instalou-se no meu peito e fez dele a sua casa. Nunca me senti tão sugada por outra dor como esta. Durante meses a fio carreguei o peso e habituei-me a ele. Habituei-me porque a vida não parou. Por mais que eu quisesse só uma pausa, só um segundo para poder respirar fundo e continuar, não tive essa hipótese.

O verão passou e no fim de Setembro fui para a capital. A minha vida mudou mas o buraco negro continuou. Ia trabalhar naquela horrível loja de gelados e levava-o comigo. Ia comigo para as aulas, à noite, e fazia-me chorar em muitas delas. Perguntei-me muitas vezes se algum dia a dor ia passar e chegava sempre à conclusão que sim. Mas perguntava-me muitas mais se algum dia ia conhecer alguém tão fantástico como ele e que eu amasse tanto e chegava sempre à conclusão que não.

Até que um dia, quando já fazia outra vez mais calor que frio, senti o peso a aliviar. Os meus órgãos começaram a reconstituir-se e a ferida começou a fechar. Os acontecimentos e as confusões do verão seguinte só vieram ajudar. Já não era isto que o meu corpo pedia, já nada fazia sentido. A vida tinha andado depressa demais.

Quando chegou o inverno, entrei para a empresa que me crescer, trabalhar muito muito muito, chorar, gritar, fazer verdadeiros amigos em Lisboa, ter muitos jantares fora e saídas, rir que nem uma perdida e....conhecer o meu novo amor. É impossível escrever esta frase sem esboçar um sorriso. Hoje só tenho a agradecer à vida por ter andado e por me ter feito tão feliz. Por estar tão feliz. Por saber agora que há sempre esperança, há sempre luz.

E por me ter ensinado uma lição, me chamado pateta e por, agora que estava mais que preparada, me dar aquilo que tenho de mais precioso: ele.

domingo, 20 de julho de 2014

Por aqui, no paraíso, continua tudo bem.

Ontem na Gala de Verão da nossa empresa desistimos de nos esconder e lá fomos nós, contar, um a um, a quem tinha de saber e a quem achávamos importante. A reacção foi sempre a mesma, um "a sério?!", um sorriso enorme, um "mas são mesmo namorados? eu pensava que ele estava a gozar!", rematando com um "mas estás feliz?", confirmávamos que sim, que estamos ridicularmente felizes, e tínhamos um abraço apertado no final. A certa altura já parecia que estávamos a anunciar que íamos casar ou ter filhos!

Mas esta era mesmo a única solução à vista. O facto de passarmos tanto tempo uns com os outros fez com que tivessemos de tornar as coisas assim, bem oficiais, ou íamos ser demasiado falados nas costas para o meu gosto.


quarta-feira, 9 de julho de 2014

A emissão está de volta

Por cá a vida pessoal (já a professional...) continua no topo dos últimos tempos. Amanhã começa o Alive, e estou absolutamente em modo histérico. Vão ser três dias tão tão tão bons.

No entanto, a parte melhor é definitivamente o facto de ter descoberto  alguém (do quem nunca vos tinha falado) especial, mesmo muito especial. Tão príncipe. Tão fofo. E...passei a ser outra vez comprometida. É estranho, agora ter outra vez namorado. Mas somos aquilo que seria impossível não sermos. Fomos atraídos como dois ímanes, sem qualquer hipótese de fuga, e darmo-nos tão bem em tão pouco tempo só prova isso.

 Arctic Monkeys - R U Mine?

Constantemente dividida

Entre querer que chegue a setembro para começar o mestrado e ter novidades na minha vida e querer que o verão não passe porque é a minha alt...