terça-feira, 8 de novembro de 2016

Afinal o que fazes tu da vida Buu Maria?

Entre outras coisas, neste momento o que me ocupa mais tempo é organização de festas de aniversário. Este fim de semana são 17. Já não aguento os paizinhos com voz anasalada e as suas perguntas ridículas. Dai-me paciência Deus meu!

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Ou trabalho demais ou tenho Alzheimer

Estava a procurar um email que a D. me tinha enviado quando, não faço ideia como, encontro uma troca de emails gigante com mais de três anos com aquela pessoa. E o estranho é: eu não me lembro de alguma vez o ter feito. Não me lembro de os ter enviado, de os ter recebido, não me lembro do que senti quando os li. Não aguentei e li tudo, sentindo-me uma estranha a ler capítulos de um diário ou de um livro que não lhe pertencem. De certa forma aquela já não sou eu, ou, se calhar sou mas sinto que trabalhei tanto para deixar de ter aqueles defeitos que me marcavam a personalidade e que eu odiava em mim. Certamente agora terei outros, não duvido. Mas tenho a certeza que a Buu de há três anos ficaria orgulhosa de mim agora e isso é já por si uma vitória enorme.
E, quanto ao livro que acabei de ler...enfim, será e terá sempre acesso a um quartinho muito especial no meu coração.

domingo, 25 de setembro de 2016

Tempo

Faz este mês 4 anos que saí da santa terrinha e que fui viver para Lisboa. Se sei que as mudanças em mim foram consideráveis deveria ter feito um exercício de lógica para compreender rapidamente que ao mesmo tempo que eu mudei, tudo mudou por aqui também. No entanto, tal como só nos apercebemos do crescimento de uma criança quando a mesma já cresceu dez centímetros e não reparamos que o faz um de cada vez, também eu hoje, apenas quase quatro anos volvidos, consigo perceber as diferenças que aconteceram.
Nenhum do meu grupo de amigos do secundário está cá a viver. Eu e outro estamos em Lisboa, a partir de Dezembro três estarão no Porto, dois estão em Coimbra, e a última em Inglaterra.
Do outro grupo de amigos, há dois casais que certamente não faltará muito para casar.
Irmãos de amigas minhas que conheço desde os cinco anos estão agora na Universidade.
Uf, o tempo passa.
Quanto mais me apercebo disto mais me sinto com vontade de dedicar o que tenho livre às minhas pessoas, aos meus amigos, aqueles que me dão um abraço apertado quando chego e quando me despeço, aos que não cobram quando a minha ausência é demasiado prolongada. Cada vez mais chego à conclusão de que tudo isto será superficial, supérfluo, fútil, desinteressante, e sem qualquer objetivo, se não o fizer. E, assim, cada vez mais o prometo para mim própria: é imperativo passar mais tempo com quem me faz bem.

domingo, 31 de julho de 2016

Mas as pessoas de Lisboa é que têm a mania

Se há coisa que me tira do sério é ir tomar café com amigos meus na santa terrinha, sentar-me numa mesa com outras pessoas que conheço de vista e tratarem-me como invisível. Não olham para mim, não dizem boa noite, nem olá, nada. Absolutamente nada.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Passou mais de um ano desde que aqui escrevi. Isto cheira a mofo, pó, e ouve-se eco. Não sei se voltarei a escrever aqui outra vez, tenho sempre vontade mas...já não sei se me identifico. Aliás, sei que me identifico, esta sou eu, não sei é se consigo retomar, se consigo atualizar tudo, e passar para aqui o momento atual em que estou. (Sim, agora vou escrevendo com o novo acordo, que o emprego assim o pede)

Neste ano vi a minha empresa crescer. Quando entrei, há quase quatro anos ninguém conhecia a startup para a qual fui trabalhar. Neste momento é das empresas portuguesas mais conhecidas. Neste ano mudei de departamento, deixei de ter telemóvel da empresa, passei a dormir como deve ser, mudamos de instalações, fui a mais dois casamentos e convidada para outros dois este ano, pensei em comprar um carro e desisti por ser muito caro, apanhei a maior bebedeira da minha vida, gritei palavrões ao meu chefe e ele riu-se, ouvi-o dizer que sou a preferida dele e gelei, discuti muito muito muito no Ikea, organizei jantares, tive a melhor noite de Santo António desde que estou em Lisboa, jantei em restaurantes de luxo, jantei em roulottes, fiz novas amigas, desenvolvi um pensamento organizacional incrível.

Mas este ano, vi muito poucas séries que me interessassem, filmes então ainda pior, não fui ao Teatro, senti-me novamente infeliz no trabalho, e começo a achar que ando só a distrair-me e a ocupar o meu tempo e cérebro para não pensar no importante. No importante que é decidir de uma vez o que vou fazer com a minha vida. Se é ser actriz, se é tirar o mestrado, se é tirar outra licenciatura (esta hipótese ganha força a cada segundo que passa) ou outra coisa qualquer. Preciso decidir. Mas quanto mais penso em decidir mais difícil se torna a decisão. 

Lá vou eu, a alta velocidade

Meses a ansiar por Junho e Junho chegou. Possivelmente um dos meses mais stressantes da minha vida, onde vi as minhas maiores olheiras de se...