sexta-feira, 24 de junho de 2016

Passou mais de um ano desde que aqui escrevi. Isto cheira a mofo, pó, e ouve-se eco. Não sei se voltarei a escrever aqui outra vez, tenho sempre vontade mas...já não sei se me identifico. Aliás, sei que me identifico, esta sou eu, não sei é se consigo retomar, se consigo atualizar tudo, e passar para aqui o momento atual em que estou. (Sim, agora vou escrevendo com o novo acordo, que o emprego assim o pede)

Neste ano vi a minha empresa crescer. Quando entrei, há quase quatro anos ninguém conhecia a startup para a qual fui trabalhar. Neste momento é das empresas portuguesas mais conhecidas. Neste ano mudei de departamento, deixei de ter telemóvel da empresa, passei a dormir como deve ser, mudamos de instalações, fui a mais dois casamentos e convidada para outros dois este ano, pensei em comprar um carro e desisti por ser muito caro, apanhei a maior bebedeira da minha vida, gritei palavrões ao meu chefe e ele riu-se, ouvi-o dizer que sou a preferida dele e gelei, discuti muito muito muito no Ikea, organizei jantares, tive a melhor noite de Santo António desde que estou em Lisboa, jantei em restaurantes de luxo, jantei em roulottes, fiz novas amigas, desenvolvi um pensamento organizacional incrível.

Mas este ano, vi muito poucas séries que me interessassem, filmes então ainda pior, não fui ao Teatro, senti-me novamente infeliz no trabalho, e começo a achar que ando só a distrair-me e a ocupar o meu tempo e cérebro para não pensar no importante. No importante que é decidir de uma vez o que vou fazer com a minha vida. Se é ser actriz, se é tirar o mestrado, se é tirar outra licenciatura (esta hipótese ganha força a cada segundo que passa) ou outra coisa qualquer. Preciso decidir. Mas quanto mais penso em decidir mais difícil se torna a decisão. 

Aos 25

Passei a meia-noite de 7 em Budapeste com uma das minhas melhores amigas e foi o melhor dia de anos de sempre. Entre almoçar McDonalds e jan...