Tempo

Faz este mês 4 anos que saí da santa terrinha e que fui viver para Lisboa. Se sei que as mudanças em mim foram consideráveis deveria ter feito um exercício de lógica para compreender rapidamente que ao mesmo tempo que eu mudei, tudo mudou por aqui também. No entanto, tal como só nos apercebemos do crescimento de uma criança quando a mesma já cresceu dez centímetros e não reparamos que o faz um de cada vez, também eu hoje, apenas quase quatro anos volvidos, consigo perceber as diferenças que aconteceram.
Nenhum do meu grupo de amigos do secundário está cá a viver. Eu e outro estamos em Lisboa, a partir de Dezembro três estarão no Porto, dois estão em Coimbra, e a última em Inglaterra.
Do outro grupo de amigos, há dois casais que certamente não faltará muito para casar.
Irmãos de amigas minhas que conheço desde os cinco anos estão agora na Universidade.
Uf, o tempo passa.
Quanto mais me apercebo disto mais me sinto com vontade de dedicar o que tenho livre às minhas pessoas, aos meus amigos, aqueles que me dão um abraço apertado quando chego e quando me despeço, aos que não cobram quando a minha ausência é demasiado prolongada. Cada vez mais chego à conclusão de que tudo isto será superficial, supérfluo, fútil, desinteressante, e sem qualquer objetivo, se não o fizer. E, assim, cada vez mais o prometo para mim própria: é imperativo passar mais tempo com quem me faz bem.

Comentários

м♥ disse…
o tempo passa sem darmos por ele!

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