sexta-feira, 15 de setembro de 2017

That awesome feeling

Quando ontem à tarde duas pessoas dizem o mais banalmente possível:

"Sim, a Buu é das pessoas mais simpáticas desta empresa"

Awwwwww!

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Constantemente dividida

Entre querer que chegue a setembro para começar o mestrado e ter novidades na minha vida e querer que o verão não passe porque é a minha altura do ano preferida!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Aos 25

Passei a meia-noite de 7 em Budapeste com uma das minhas melhores amigas e foi o melhor dia de anos de sempre. Entre almoçar McDonalds e jantar KFC, passar o dia nas Termas de lá que são espetaculares e à noite andar num barco no Danúbio, recebi mensagens e chamadas queridas e genuínas dos meus amigos e de quem me quer bem, e tive direito ainda a algumas surpresas!

As lágrimas vieram-me aos olhos várias vezes, de tão grata e feliz que me senti nesse dia. Tenho tanta sorte naqueles que me rodeiam, e cada vez mais, quero tanto conserva-los.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Da falta de amor próprio

O P. é daquelas pessoas que me dá um nó no coração sempre que penso nele. Conheço-o desde os 10 anos, e sempre fomos da mesma turma até ao 12o ano, onde 90% das vezes partilhamos a mesma mesa. Tive uma grande paixão de miúda por ele imensos anos, até aos 15, quando se tornou um dos meus melhores amigos. No meu livro de despedida do secundário escreveu que não esperava menos do que ser o meu padrinho de casamento.

O P. sempre foi aquele miúdo inteligente, engraçado, divertido, que fez parte do meu grupo de amigos, e que não prescindia de estar connosco por nada. Era um amigo a sério, do coração.

Até que há cerca de uns cinco anos conheceu a namorada dele que deverá ser a pessoa mais conflituosa e ciumenta que conheço. Ele deixou de aparecer, de responder às mensagens, se nos vê, evita-nos e foge para outro lado, e apenas se dá com ela e com os amigos dela.

Na festa da terrinha em Maio eu e a T. encontramo-lo e fizemos uma festa. Ficou todo encavacado, mal falou, apareceu a general que lhe fez sinais nas nossas costas e ele desapareceu muito rapidamente dizendo que tinha que ir para casa.

Parece outra pessoa, a luz e o sorriso que tinham desapareceu. Fico triste, na verdade perdemos um amigo.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Big news

Uma das coisas que sempre me pude sentir sortuda é a minha família. Nunca tive grande ligação com os meus tios e primos, mas sendo a mais nova de quatro irmãos, é impossível não sentir desde pequena que faço parte de um grande clã. Uma vez que a minha idade dista deles pelo menos dez anos, desde os seis que conheço uma cunhada, desde os 11 a segunda, e desde os 12 que sou tia. Assim, já somos dez no núcleo duro há nove anos, quando nasceu o reguila da família para atormentar a minha sobrinha.
Mas no espaço de duas semanas recebi mais duas grandes notícias: a minha irmã vai casar e o meu irmão vai ter o seu primeiro bebé!! As duas notícias vão ser anunciadas aos meus pais no próximo fim-de-semana e eu pagava para ver as reacções deles (estarei de viagem!) mas vou tanto pedir a alguém para filmar!

terça-feira, 25 de julho de 2017

Ah e tal que somos uma grande empresa

Mas coisas básicas como ter papel higienico na casa de banho é mentira.

Hoje de manhã só constava um rolo de papel de cozinha em cada individual.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Nada que uma boa noite de sono não resolva

Chegou a terça-feira e tinha uma dor de cabeça horrível e sentia um cansaço generalizado. O meu corpo estava a suplicar-me para parar de martelar e pensar em tudo vezes sem conta. Nessa noite dormi como há muito que não dormia.

Quarta-feira chegou e senti a cabeça fresca, voltei a sorrir e a rir, o dia passou com leveza e tomei uma decisão: primeiro, a minha vida não é um drama. Segundo, se não gosto dela tenho de a mudar, racionalmente e sem panicar pelo caminho. Portanto, aí vou eu para um mestrado em gestão que até são só umas horas em dois dias durante um ano (o segundo será tese) e que vai passar rápido. A partir do momento em que esteja inscrita consigo atualizar o meu cv, que enriquece automaticamente, e sair desta empresa mais facilmente. Para já, vou tentar sair até ao Natal, mas se não conseguir, pelo menos até ao próximo verão.

Agora que um problema está praticamente resolvido, é tempo de passar ao outro, que se adivinha mais complicado: resolver de uma vez por todas aquilo que sinto e esta trapalhada em relação ao H.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Vontade de chorar

É o que dá quando te apercebes que o melhor mesmo para o teu futuro é tirares um mestrado bom de gestão numa boa universidade cá em Lisboa mas que para o pagares vais ter de continuar a trabalhar no sítio onde estás mais um ou dois anos.

domingo, 16 de julho de 2017

Mais uma fichinha nesta montanha russa

Quinta-feira chegou e com ela trouxe a minha nota ao exame: 13.5. O suficiente para me garantir uma nota de entrada de jeito para poder entrar sem qualquer problema no curso que quero. A notícia chegou logo de manhã, e eu desatei aos berros de felicidade no parque de estacionamento da minha empresa enquanto falava com a C. Foi, sem qualquer sombra de dúvida a melhor notícia que recebi este ano. Encarei o resto do dia com um sorriso no rosto, e às 17h da tarde foi hora de explicar ao meu chefe que em setembro irei sair da empresa. A conversa correu dentro do expectável, com ele a ficar imensamente triste e a perguntar-se o que poderia ter feito para que eu não me tivesse desmotivado a pique como aconteceu no último ano.

Depois, foi tempo de falar com o meu big boss, o CEO da empresa, e explicar novamente a minha decisão. Não me lembro de na minha vida ter tido uma conversa tão dura psicologicamente. Embora compreenda, aceite e encoraje que eu volte a estudar para ter mais oportunidades no meu futuro, não considera que a escolha do curso seja de todo acertada e empurrou-me para um mestrado em Gestão, à semelhança do que tenho feito nos últimos três anos naquela casa, segundo ele de forma impecável, organizada, extremamente cuidadosa e profissional. Tirar outra coisa sem ser dentro desta área é uma perda de tempo, um gasto de energias e de todo o trabalho que já ali realizei.

Não lhe quis dar a entender, mas fiquei a pensar nisto. E se afinal eu me ando a esconder de algo que eu tenho realmente talento e sempre o demonstrei? Tenho até ao final desta semana para decidir. É claro: não sei o que fazer.


terça-feira, 11 de julho de 2017

sexta-feira, 7 de julho de 2017

E a um mês dos 25

Nem tudo é mau, posso finalmente dizer que voltei ao peso que tive há cinco anos! É realmente uma gratificação muito grande ver que aquele suor deixado nas corridas está a valer a pena!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Nos primeiros seis meses do ano, já 8 pessoas (se contarmos comigo, 9) saíram da empresa por vontade própria. Acho que ilustra bem o quão bom este sítio é para trabalhar.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Meses à espera de Junho e Junho já passou

Fui mais vezes aos Santos que em todos os anos que cá estou juntos. Consolidei amizades, revi pessoas que não via há um ano, voltei a concluir que o melhor bairro de todos é a Graça. Tive uma noite de sto António memorável.
O H. esteve de férias e quando voltou fizemos as pazes. Seguramos as pontas e as coisas estão melhores mas não deixo de me sentir insegura e de insconscientemente estar à espera da próxima discussão.
Tive o casamento da minha prima que foi uma valente seca.
Fiz finalmente o exame nacional de Biologia e Geologia e correu uma porcaria. Aguardo pela saída das notas roendo as unhas todos os dias.
Fui a Tenerife e não adorei. Apanhei um escaldão, andei de barco, fiquei ligeiramente morena, li um livro completo, fui ao ponto mais alto de Espanha.
Voltei e quando voltei já era dia 1 de Julho. O mês em que a minha vida vai finalmente começar a dar uma volta.

sábado, 10 de junho de 2017

Let it be

De alguma forma, e nos meus poucos anos de vida nunca consegui ter os pratos da balança equilibrados. Quando estava a ser bem sucedida no secundário, sofria de solidão e de baixa auto-estima, quando entrei para a universidade e detestei o meu curso, conheci e apaixonei-me por uma das pessoas mais extraordinárias que já conheci até hoje, quando tudo acabou, mudei-me para Lisboa fazer aquilo que sempre quis. Quando arranjei um emprego por cá detestável, encontrei quem eu achei que iria ficar para o resto da minha vida.

Finalmente achava agora que os pratos da balança se iriam equilibrar: luz ao fundo do túnel profissional, comecei a gostar de mim a sério e a tratar-me bem, e as coisas com o H. estavam boas. Bastante boas até.

Vejo agora que foi um bom sentimento mas que apenas foi real durante alguns meses. Na verdade, foram apenas meses em que me iludi sobre o comportamento do H., e aqueles em que excluí as atitudes impulsivas e explosivas dele para um canto do meu cérebro que não uso frequentemente.

Mas...ultimamente, o saco tem vindo a encher, e na quinta-feira, aconteceu a gota de água que fez transbordar o copo. Dei graças a Deus de ele ter tirado férias na sexta-feira e em toda a semana que aí vem e ter ido para Coimbra, só eu sei o que preciso de um descanso mental de tanta negatividade junta. Não sei o que nos vai acontecer no final desta semana, mas estou em paz (acho). Olho para as paredes da casa e penso se serão os últimos dias que estarei aqui. Penso na viagem para Tenerife que temos marcada para dia 27 deste mês e não sei se vamos lá chegar. Estou cansada, esgotada, farta mesmo de ser desvalorizada, ignorada, tratada abaixo de cão. Tenho pena, a nossa relação parecia tão brilhante ao início, como se finalmente tudo aquilo que eu merecia estivesse finalmente a acontecer. O meu príncipe tinha finalmente chegado, e tratava-me bem, mesmo muito bem. Mas tudo esmorece e a pouco e pouco começa-me a tratar como trata todos os outros. Neste momento, o desfecho é o preço a pagar por ter ignorado aquilo que eu sempre soube: o H. é a pessoa que conheço que tem pior feitio.

Só quero agora que esta semana passe bem devagarinho e que me traga alguma paciência, calma, mas principalmente sensatez. No final destes dias quero ter chegado a uma conclusão, ou que ambos cheguemos a uma conclusão. Se vamos daqui juntos e mais fortes ou se decidimos que o caminho separados será o acertado.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Junho

Junho está claramente no meu top de expectativas para este ano.

Na última semana faço o exame que tem que me correr bem obrigatoriamente para me poder candidatar sem problemas à minha nova licenciatura em setembro. É o mês dos santos mas vou ter de lhes dizer que não uma série de vezes se quero estudar como deve ser. Marrar vai ser a palavra de ordem e vou ver se afixo lá em casa umas frases inspiracionais para me ajudar!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Correr

Sabes que a corrida entrou a sério na tua vida quando a tua vida profissional não está espectacular, na tua vida amorosa as coisas estão a afundar novamente mas pensas: "nem tudo é mau, enquanto continuar a correr continuo feliz".

domingo, 9 de abril de 2017

Decisions decisions

Orientei tudo para daqui a cerca de três meses mudar de vida. Vou despedir-me do meu emprego "estável" de há três anos e meio para fazer um grande investimento e tirar mais uma licenciatura. Estudei e elaborei todo o plano a fundo sendo que terei cerca de 10 equivalências devido ao meu anterior curso, é uma licenciatura que me vai permitir ter um emprego que está em aumento considerável de procura, que me permite ajudar o próximo mas que também me permite puxar pela cabeça.
Mas a mudança é tão grande e tão drástica que tenho um poço de insegurancas e medos em atrelado. E se não gostar do curso que for tirar? E se forem três anos que foram para o galheiro? E se ficar novamente no desemprego?
E, pior que tudo, se me arrepender e estiver a tomar a pior decisão da minha vida?
Vou em frente mas vou com medo. E há dias em que me ponho a pensar demais no assunto. Hoje é um deles.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Random acts of kindness

Hoje de manhã fui a um centro comercial fazer compras de umas tralhas que estavam em falta para as atividades para miúdos que vamos realizar agora nas férias e, após passar no continente, segui até uma loja de arranjos de roupa com o objectivo de comprar uma agulha.

- Ah menina, aqui não se vende nada... - diz-me a senhora.
- Ok, obrigada na mesma. Sabe onde posso comprar?
- Pois, ali no continente têm uma zona disso. - responde-me olhando para o meu saco do continente e para a caixa de ovos gigante que trazia na mão.
- Ah, bolas, pois...o meu propósito era não ter de lá voltar, realmente não vi isso, que parvoíce a minha.
- Olhe sabe que mais? Quantas agulhas queria?
- Só preciso de uma, o mais normal possível.
- Então olhe, eu dou-lhe uma. Aliás, até leva duas, só para o caso. Leva aqui neste papel para não a picar.

Aceitei as agulhas com o maior agradecimento do mundo. Ainda há pessoas boas, das a sério. Servir-me-à de inspiração sempre que me pedirem ajuda e quando me der o próximo ataque de egoísmo estúpido.

domingo, 2 de abril de 2017

Shame shame shame shame

Sexta-feira. São quase sete da tarde e penso que está quase na hora de seguir rumo à santa terrinha. Vou com a T. que vai todos os fins-de-semana para Coimbra dado que o H. fica cá.
O meu trabalho está despachado e por isso desligo o pc, desço as escadas para ir ao wc, e vejo o H. a falar com o estagiário novo. "Não me posso esquecer de lhe dar um beijinho de despedida" penso. Volto do wc, ando por ali a fazer piadas, confirmo com a T. quanto tempo ela ainda demora, e rio-me mais um bocado com as músicas brasileiras que a A., a minha nova colega, me faz questão de meter na cabeça.
A T. anuncia que está pronta e eu, radiante, pego na minha mala e sigo-a até ao carro, onde começamos a viagem de cerca de 200km.
Paramos na primeira bomba para abastecer e o meu telemóvel vibra: é o H. Porcaria! Esqueci-me de me despedir dele.

E penso, será que ando tão concentrada em mim e na minha felicidade que me estou a esquecer dos que me rodeiam? Sinto-me estupidamente envergonhada.

sábado, 25 de março de 2017

Back to business

Cara lavada para receber me receber a mim como nunca me recebi. Não me lembro de nos últimos anos ter estado tão feliz como me tenho sentido em 2017.

Seguramente desde 2011, que não sorria da mesma forma que sorrio hoje. O engraçado é que não há nenhum motivo palpável para o fazer, isto é, continuo na mesma empresa há 3 anos e meio e continuo a querer sair dela, não fui aumentada, não fui pedida em casamento, não há big news, na realidade. A grande notícia para mim própria é ter finalmente decidido tomar conta de mim e deixar de mandar essa responsabilidade para cima dos outros.

Tenho-me esforçado por manter uma teoria de "positive vibes only" e a verdade é que está a começar a dar resultados. O meu cérebro está mais leve, tenho menos problemas, e os que tenho resolvem-se mais facilmente.

E tenho tido mais vontade de aqui voltar, não para continuar o rol de queixume, mas para ir partilhando com vocês (e para me ir lembrando a mim própria na próxima vez que me for abaixo) o que se tem passado na minha vida.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Ires à tua escola secundária é:
- aprovarem-te um requerimento na hora só porque te conhecem e foram teus professores
- veres o teu nome no quadro de honra que ainda lá figura
- veres a tua professora de teatro que o foi durante cinco ou seis anos e ficares em choque porque ela não te reconheceu
- veres a tua professora de biologia do 12o e ela ficar êxtase ao ponto de te abraçar quando soube que já acabaste o mesmo curso que ela
- sentires-te uma completa outsider
- morreres de saudades daquele sítio que albergou os melhores anos da tua vida

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Titanic

Respiras fundo e preparas-te para o embate. Quando sabes que fizeste asneira e desiludiste a outra pessoa é desta forma que funciona. E assim foi. Durante longos trinta minutos, o tempo que demora a levarem-te a casa, ouves berros, mágoa, tristeza, irritação. O barco bate no iceberg e a água começa a entrar. Tentas desesperadamente tomar medidas, reforças as portas, impedes os pisos mais cimeiros de ficarem alagados mas sentes que há pouco a fazer. Pedes desculpa mas a verdade é que há um fio que sentes ser cortado, a jarra já com alguns estragos a partir-se no chão, o barco a afundar-se e pouco ou nada consegues fazer neste momento para o salvar.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Run forrest run

Comecei a correr. Não queria fazer disto um grande buzz e não o queria admitir tão rapidamente na minha cabeça porque tudo o que magico demais se perde, sempre. Mas bom, já lá vão quatro semanas de correr ao domingo e à quinta-feira por isso de alguma forma está a tornar-se oficial. Na última vez corri 40 minutos seguidos e esforcei-me para não chorar no fim do treino. No que toca ao desporto estou mais que habituada a ser a pior de todos, a ficar para trás, a ser a última a ser escolhida, mas conseguir completar o treino sem parar uma única vez fez-me sentir que afinal não sou menos que os outros e que também consigo.

That awesome feeling

Quando ontem à tarde duas pessoas dizem o mais banalmente possível: "Sim, a Buu é das pessoas mais simpáticas desta empresa" A...