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terça-feira, 11 de maio de 2010

'Coimbra é nossa e há-de ser'

E depois de ler em tanto lado que o melhor espírito académico é em Coimbra, e que nos outros lados não vale nada, só tenho a dizer uma coisa: é pois!
Tenham inveja meus amigos, porque quem comprou o Bilhete Geral para a Queima, quem foi? Fui eu, pois.

Quem é que teve uma serenata decente, em que até me vieram as lágrimas aos olhos, quem foi? Eu, pois.

Quem é que teve o melhor cortejo com por volta de 150 carros? Isso, adivinharam.

E agora que já me gabei o suficiente já posso ir arrumar o resto do quarto e ouvir o DF, que logo à noite tem de estar tudo na ponta da língua.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Já está!

(ideia dos post-it absolutamente roubada à D.)

Eu sobrevivi. Eu sobrevivi à praxe sem me declarar anti-praxe. Já acabou. Já sou Pastrana. Já posso usar uma pastinha fofinha. Já passei a noite toda com o traje e senti-me um máximo. Já tracei a capa sozinha. Já mandei berrinhos histéricos quando vi os meus colegas vestidos da mesma forma que eu. Já me queixei dos pés (apesar de as dores terem sido muito brandas). Sinto-me orgulhosa de mim própria. Eu consegui. Já acabou. Já sou grande.

sábado, 1 de maio de 2010

Só faltam 5 dias

para deixar de ser uma simples Caloira Nacional e passar a ser Caloira Pastrana. E para quem pensa que não há diferenças, está muito enganado. Basta pensar que depois já posso andar de capa e batina e com a pasta a substituir a minha velha e cansada carteira.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Eu. não. sou. assim.

Eu não sou uma daquelas raparigas que se aplicam a fundo a tudo. No que querem, no que não querem. Não sou como a R. (que tal como eu) não quer este curso, mas mesmo assim esforça-se e mata-se a estudar e tira boas notas. Eu, simplesmente, não consigo ser assim. Não consigo atinar. Não consigo dizer a mim própria 'Buu, vai mas é estudar em vez de estares aí no pc, ou a ver um filme sem jeito nenhum'. Aliás, eu consigo dizê-lo, mas não consigo fazê-lo. Não consigo ter interesse em fazer coisas que não me realizam, que são feias, que são estúpidas.
A má decisão que tomei já quase lá vai um ano, estou a pagar por ela agora. Eu não sabia o que queria, lembro-me de estarmos apenas a três dias da mítica candidatura e acordar e dizer 'já sei para onde vou, nem sei como tive dúvidas'. Ainda hoje me pergunto como tive tanta certeza.
Mas é por isso, por não gostar, e por não estar a conseguir deixar de me afundar, que não me consigo aplicar. Mesmo com frequência amanhã a Matemática. Ainda mal estudei.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Precisa-se URGENTEMENTE

De um explicador virtual que perceba de Matemática do ensino superior, e que me explique decentemente primitivas até terça-feira.
Para os interessados ver o mail ali ao lado na barra lateral.
Obrigada.

(a sério, eu estou mesmo a precisar!)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Bichos do meu rico mundinho #1

(eu adorava conseguir pôr aqui uma fotografia, mas o Blogger deve estar meio chateado comigo.)

A partir de hoje começo aqui uma nova rubrica, o Bichos do meu rico mundinho. A partir de hoje, todas as terças-feiras às 21:00 (que hoje sai um bocadinho mais tarde) vou-vos deixar aqui a história de alguém que eu conheça que ache que mereça ser contado à blogosfera. Não se preocupem, vão perceber quando começar. Portanto de que é estou à espera? Realmente, de nada.
Hoje apresento-vos The Lady in Purple e The Lady Who Thinks to Be Very Confident But Is Not. (porque é que escrevi os nomes delas em inglês? porque soa melhor.)

A Purple Lady e a Not So Confident Lady são as melhores amigas. Ou assim pensam elas. Conheceram-se na universidade, tal como eu a elas. A primeira tem sempre alguma peça de roupa roxa. Ou o casaco, ou as calças, ou a camisola, ou os brincos, ou até a roupa interior embora eu nunca tenha visto. A segunda tem roupa muito variada, mas igualmente muito cara. A primeira usa sempre sombra roxa, a segunda não usa sempre sombra, mas sempre que usa é de cor roxa.

A Purple Lady é daquelas vendedoras da Yves Rocher. Anda sempre com o catálogo atrás, sabe todos os preços de todas as gamas (palavra que ela própria faz questão em utilizar) mas que olha para nós com estranheza sempre que aceitamos pegar no livrinho. É muito branquinha e faz um ar muito empertigado quando fala. Fica muito coradinha e faz questão de ser muito convencida também. Gosta muito de mandar bocas mas detesta recebê-las.
A Not So Confident Lady é uma convencida nata. Passa o tempo a falar dela, e de como passou com muito boa nota à pior cadeira do primeiro semestre, e de como foi operada ao pé e de como isso fez com que parasse de fazer ballet, que já fazia desde os seis. Adora exibir a sua roupa cara e as suas carteiras que custaram sessenta euros. Não é muito bonita. Mas também não é muito feia. Tem namorado, também ele não muito bonito. Namorado este que nunca o ouvi a dizer uma palavra. Tal como a Purple Lady adora (mais do que ela, provavelmente) mandar bocas. Aliás, adora dizer que somos todas feias e que só ela é que é bonita. Aí está, adivinharam, é por isso que ela não tem assim tanta confiança nela. Tem uma necessidade extrema de rebaixar os outros a toda hora.

Mas, se há coisa que realmente me admira é como é que a The Lady in Purple e a The Lady Who Thinks to Be Very Confident But Is Not, têm muito mais amigos que eu, e mesmo que não sejam verdadeiros, têm de certeza mais conversa que eu para todos eles.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Problemas (quase) resolvidos

I almost survive, so i guess i got a little crazy.

Cadeiras matriculadas no ínicio do ano: 6.
Cadeiras totais feitas: 5.
Cadeiras deixadas para o próximo ano: 1.

Probabilidades de isto ter acontecido: muito muito poucas.

Menos mal, não me queixo.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Então estás a gostar do teu curso?

É a pior pergunta que me podem fazer. Eu não me dou ao trabalho de mentir. Apenas faço um grande favor às pessoas: encolho a resposta. A resposta longa, extensa, e secante que daria seria qualquer coisa do género 'Não, não estou a gostar. Em seis cadeiras, gosto de duas se tanto. E nem quero ver o próximo semestre, já para não falar do próximo ano e do outro. Bem, isto é, se lá ficar até ao fim. Para não falar de que não tenho assim tantos amigos lá como isso. Falo com umas cinco pessoas, o resto limita-se a bom dia e boa tarde. Ah, e ainda há a minha mãe que se me ouve a falar nisto fica passada e começa a dizer coisas sem sentido mas dá para perceber que detesta a ideia de eu desistir no fim deste ano lectivo. Mas pronto, tirando isto tudo, está tudo óptimo, está tudo bem.'
Eu limito-me a responder 'está tudo óptimo, está tudo bem', e acrescento um sorriso no final. Assim, as pessoas acreditam e eu também finjo que acredito em mim própria. Assim, fica tudo bem para toda a gente.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

E por falar em problemas...

But we're never gonna survive, unless...We get a little crazy.

Cadeiras matriculadas no ínicio do ano: 6.
Cadeiras imediatamente delegadas para o exame de recurso: 1
Cadeiras feitas sem ser necessário ir a exame: 2
Cadeiras feitas em exame de época normal: 3
Cadeiras que até agora já sei que precisam de ir a recurso: 2
Cadeiras totais que necessitam ir a recurso: 4
Cadeiras totais feitas: 2

Probabilidades de isto acontecer: muitas.
Confirmação do mau sucesso: 8 de Fevereiro.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Desistir

Acabei de saber que dois dos caloiros (que um nunca falei e o outro aturei uma bebedeira no primeiro jantar de curso e não nos voltámos a falar) desistiram do curso. Não são os primeiros. Antes disso já tinha havido uma outra rapariga que lá está, eu também nunca tinha falado e o D. que curiosamente fiquei mais amiga dele depois de ele mudar de curso do que nos quinze dias que estivemos no mesmo. E ainda há a M. com quem eu simpatizei bastante no início, também mudou na 3ªfase para Direito.
Sempre achei que desistir não era a melhor opção. Talvez em situações extremas sim, vá. Mas um vá muito grande. Desistir implica sempre qualquer coisa que não foi bem pensada.
E eu própria já pensei nisso. Mas não. O meu sonho também não é este, mas quando se tem sonhos muito mais altos precisa-se sempre de um chão. E o meu chão é este.

sábado, 2 de janeiro de 2010

E já agora

vou deixar-me de lamúrias e dedicar-me ao trabalho do corante que me calhou na rifa e estudar para bioquímica para ver se ao menos tenho sucesso em alguma coisinha.

Hello 2020 (com três meses de atraso)

Em 2019 questionava-me se iria chegar aos dois dígitos de posts escritos, na verdade, não consegui chegar sequer a dois. Não sou ingénua: s...