segunda-feira, 25 de abril de 2011

enfim.

o miúdo mais novo finalmente foi dormir, mas ainda consigo ouvi-lo aos gritos. é sempre custoso adormecê-lo. a miúda mais velha anda lá por cima, de vez em quando ouvi-mo-la aos saltos - deve ter descoberto outra coisa nova. afinal é disso que os seis anos são feitos. na televisão passa uma novela da tarde que eu nunca vi - afinal, a esta hora estou sempre em aulas - e a minha mãe explica à minha cunhada a história. sempre a mesma coisa: um rapaz que vai acabar com as suas dívidas casando com uma rapariga herdeira completamente apaixonada por ele, dois homens de meia idade com ar mauzão planeiam matar alguém, a mãe de alguém preocupada porque o filho ainda não chegou a casa. o meu irmão resolve fazer alguma coisa nestas férias e meteu-se a trabalhar numa apresentação de powerpoint que já devia ter feito há uns quantos dias. a minha irmã...bem, não sei da minha irmã. a minha cunhada muda de canal e pela primeira vez algo prende verdadeiramente a minha atenção: 'O Diário da Princesa' um ou dois, não sei. não é o filme que me cativa, mas a actriz principal. o meu cérebro faz imediatamente a associação: tu adoras aquela tipa. a minha mão esquerda começa a picar-me. já sei o que vai acontecer: dentro de segundos terei aquela zona vermelha e empolada. a minha mãe diz que é urticária de pressão. acontece-me tantas vezes que nem ligo. a luz do meu telemóvel acende-se e eu sei que és tu. confirmo com um sorriso discreto - ou penso eu que é discreto - mas nunca consigo esconder o meu sorriso muito tempo. afinal, és tu. queria-te responder mas o cabo da bateria está todo enrolado nos cabos dos computadores, porque cá em casa temos uma tomada múltipla com 12 entradas (upa upa!), e não me apetece desenrolá-lo. daqui a pouco. volto a olhar para a televisão e desta vez tenho a certeza, é o dois. a imagem é demasiado recente. a minha cunhada comenta 'ela é montes de gira não é?'. é - respondo. - é parecida com a best. sim, porque a minha best tem a sorte de ser uma espécie de sósia da Anne Hathaway. enfim, há gente com sorte.

só que nada disto importa. o meu pensamento está sempre ocupado. contigo. chega a ser irritante, mas andas sempre por aqui a cirandar, sempre.

e eu dou por mim a pensar que este blog já foi muito menos piroso, mas também muito menos feliz.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

porra, se houve dia em que me senti mesmo abandonada foi hoje. por ti, e por toda a gente.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

esqueçam lá essas coisas do amor incondicional, eu seria incapaz de ter alguma coisa com um portista (e pronto, lá se foram metade dos meus seguidores).

(prometo-vos darlings, amanhã vai ser um dia porreiro para mim e como tal vão deixar de ter o vosso painel cheio dos meus posts monofrásicos, weee)
mais um dia em casa, mais um dia de tédio (ou como este blog já não diz nada que se aproveite há uns dias valentes).

Hello 2020 (com três meses de atraso)

Em 2019 questionava-me se iria chegar aos dois dígitos de posts escritos, na verdade, não consegui chegar sequer a dois. Não sou ingénua: s...