quinta-feira, 16 de junho de 2011

é complicado.

É mas é uma treta. Quando uma relação é complicada é porque pelo menos uma das duas pessoas não gosta assim tanto da outra. Sejamos sinceros. É disso que se trata. Quando as duas pessoas gostam, a sério, mesmo mesmo, o que querem mais é ficarem juntas sem mais ninguém a chatear. Quando as duas pessoas se gostam não têm espaço para terceiras ou quartas ou quintas pessoas. Quando se gosta de alguém a sério queremos aquela pessoa só para nós. E isso não dá aso a complicações. É até bastante simples.


quarta-feira, 15 de junho de 2011

podes vir agora, já, tirar-me cá de casa, a lua hoje não vê nada.

do agradar.

temos o agradar aos amigos, agradar aos pais, agradar aos irmãos, agradar ao namorado e depois onde sobra espaço para agradar a mim própria?

terça-feira, 14 de junho de 2011

Coisas estúpidas que só acontecem a quem? A mim, pois claro #2

O azar acompanha-me, vocês sabem. Da outra vez,caí de umas escadas rolantes. Desta vez aliei a burrice e aconteceu o que se segue.

O meu pai tem um terreno cheio de morangos estupidamente deliciosos. No entanto, para regar aquilo tudo é impossível fazê-lo sozinho e eu, como tão boa filha que sou (cof, cof, cof) vou sempre com ele. Para tal coisa uso umas botinhas da Quechua que 95% das miúdas da minha idade têm umas iguais. É certo que água + terra = lama. As belas das botas ficam sempre um bocadinho nojentas. A minha mãe que só pôs os pés no terreno uma ou duas vezes na vida dela não me deixa entrar com as botinhas porquinhas em casa. Como tal ficam à porta à espera da próxima rega.

Mas onde é que tu queres chegar Buu?

Já lá vamos. Foi assim o ano passado. Estava a ser assim este ano.

Há cerca de quinze dias quando fui para me calçar só encontrei a bota esquerda. Procurei por ali à volta, mas a bota tinha desaparecido. Perguntei ao meu pai: nada. Perguntei à minha mãe: nada. A bota não aparecia e eu tive a feliz ideia de ir calçar as minhas sapatilhas de corrida e lá vamos nós regar. As sapatilhas ficaram igualmente sujas e como tal deixei-as novamente cá fora.

Passado uma semana o meu pai encontrou a bota desaparecida na estrada a cerca de cem metros (!) da minha casa. Toda roída, sem atacadores. A minha bota a servir de alimento a um cãozinho com fome. Ohh. Não sei quanto tempo a bota esteve no meio da estrada mas depois de contar isto a várias pessoas a reacção foi: 'ah, a bota era tua?' Lindo.

Não me importei muito. Paciência. Sempre tinha as outras. Pois. Que tinha deixado no mesmo sítio. Pois. Há três dias a minha sapatilha direita desapareceu. E ainda não foi encontrada.


domingo, 12 de junho de 2011

nem mais.

'Sei sempre que alguém me está a mentir ou, vá lá, a faltar involuntariamente à verdade, quando me diz que vive um Amor equilibrado. Ou então é de mim, que nunca me equilibrei decentemente em nenhum dos Amores que vivi. Estou sempre a cair. Na melhor das hipóteses sinto-me um equilibrista bêbado a andar no arame a dez metros de altura.
Um amigo disse-me isso hoje durante um uísque on the rocks, que vive um Amor equilibrado porque gosta tanto dela como ela dele. E eu ri-me. Se ele acha isso é porque já não a Ama. Se a Amasse ia sempre achar que gostava mais dela do que ela dele. É inevitável. Não lho disse assim, talvez por falta de coragem, mas ri-me. E ele perguntou-me abruptamente "o que é que foi?". Foi isso mesmo. Ele não está apaixonado. Não pode.
Apaixonado estou eu. O que não estou é equilibrado. A última vez que me equilibrei foi porque estava triste ou, pior do que isso, nem triste estava. Não estava nada. Nada de nada. Nem sequer embebecido. Depois apaixonei-me e comecei a andar todo torto, com vertigens e vómitos. Acho sempre que gosto mais dela do que ela de mim. Isso entorta-me. Pronto.'

pelo Bagaço Amarelo (que sabe tanto disto.)

Olá 2019

Um post no início de 2019, upa upa. Vamos ver quantos farei este ano, e se vai chegar aos dois dígitos. 2018 foi um ano cheio, mas tenho u...