domingo, 19 de junho de 2011
Acho que vocês ainda não perceberam bem como eu sou desastrada...
ontem tropecei numa perna de um senhor que estava numa cadeira de rodas. Shame on me.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
é complicado.
É mas é uma treta. Quando uma relação é complicada é porque pelo menos uma das duas pessoas não gosta assim tanto da outra. Sejamos sinceros. É disso que se trata. Quando as duas pessoas gostam, a sério, mesmo mesmo, o que querem mais é ficarem juntas sem mais ninguém a chatear. Quando as duas pessoas se gostam não têm espaço para terceiras ou quartas ou quintas pessoas. Quando se gosta de alguém a sério queremos aquela pessoa só para nós. E isso não dá aso a complicações. É até bastante simples.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
do agradar.
temos o agradar aos amigos, agradar aos pais, agradar aos irmãos, agradar ao namorado e depois onde sobra espaço para agradar a mim própria?
terça-feira, 14 de junho de 2011
Coisas estúpidas que só acontecem a quem? A mim, pois claro #2
O azar acompanha-me, vocês sabem. Da outra vez,caí de umas escadas rolantes. Desta vez aliei a burrice e aconteceu o que se segue.
O meu pai tem um terreno cheio de morangos estupidamente deliciosos. No entanto, para regar aquilo tudo é impossível fazê-lo sozinho e eu, como tão boa filha que sou (cof, cof, cof) vou sempre com ele. Para tal coisa uso umas botinhas da Quechua que 95% das miúdas da minha idade têm umas iguais. É certo que água + terra = lama. As belas das botas ficam sempre um bocadinho nojentas. A minha mãe que só pôs os pés no terreno uma ou duas vezes na vida dela não me deixa entrar com as botinhas porquinhas em casa. Como tal ficam à porta à espera da próxima rega.
Mas onde é que tu queres chegar Buu?
Já lá vamos. Foi assim o ano passado. Estava a ser assim este ano.
Há cerca de quinze dias quando fui para me calçar só encontrei a bota esquerda. Procurei por ali à volta, mas a bota tinha desaparecido. Perguntei ao meu pai: nada. Perguntei à minha mãe: nada. A bota não aparecia e eu tive a feliz ideia de ir calçar as minhas sapatilhas de corrida e lá vamos nós regar. As sapatilhas ficaram igualmente sujas e como tal deixei-as novamente cá fora.
Passado uma semana o meu pai encontrou a bota desaparecida na estrada a cerca de cem metros (!) da minha casa. Toda roída, sem atacadores. A minha bota a servir de alimento a um cãozinho com fome. Ohh. Não sei quanto tempo a bota esteve no meio da estrada mas depois de contar isto a várias pessoas a reacção foi: 'ah, a bota era tua?' Lindo.
Não me importei muito. Paciência. Sempre tinha as outras. Pois. Que tinha deixado no mesmo sítio. Pois. Há três dias a minha sapatilha direita desapareceu. E ainda não foi encontrada.
domingo, 12 de junho de 2011
nem mais.
'Sei sempre que alguém me está a mentir ou, vá lá, a faltar involuntariamente à verdade, quando me diz que vive um Amor equilibrado. Ou então é de mim, que nunca me equilibrei decentemente em nenhum dos Amores que vivi. Estou sempre a cair. Na melhor das hipóteses sinto-me um equilibrista bêbado a andar no arame a dez metros de altura.
Um amigo disse-me isso hoje durante um uísque on the rocks, que vive um Amor equilibrado porque gosta tanto dela como ela dele. E eu ri-me. Se ele acha isso é porque já não a Ama. Se a Amasse ia sempre achar que gostava mais dela do que ela dele. É inevitável. Não lho disse assim, talvez por falta de coragem, mas ri-me. E ele perguntou-me abruptamente "o que é que foi?". Foi isso mesmo. Ele não está apaixonado. Não pode.
Apaixonado estou eu. O que não estou é equilibrado. A última vez que me equilibrei foi porque estava triste ou, pior do que isso, nem triste estava. Não estava nada. Nada de nada. Nem sequer embebecido. Depois apaixonei-me e comecei a andar todo torto, com vertigens e vómitos. Acho sempre que gosto mais dela do que ela de mim. Isso entorta-me. Pronto.'
pelo Bagaço Amarelo (que sabe tanto disto.)
Um amigo disse-me isso hoje durante um uísque on the rocks, que vive um Amor equilibrado porque gosta tanto dela como ela dele. E eu ri-me. Se ele acha isso é porque já não a Ama. Se a Amasse ia sempre achar que gostava mais dela do que ela dele. É inevitável. Não lho disse assim, talvez por falta de coragem, mas ri-me. E ele perguntou-me abruptamente "o que é que foi?". Foi isso mesmo. Ele não está apaixonado. Não pode.
Apaixonado estou eu. O que não estou é equilibrado. A última vez que me equilibrei foi porque estava triste ou, pior do que isso, nem triste estava. Não estava nada. Nada de nada. Nem sequer embebecido. Depois apaixonei-me e comecei a andar todo torto, com vertigens e vómitos. Acho sempre que gosto mais dela do que ela de mim. Isso entorta-me. Pronto.'
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