quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
e agora que passo os olhos pela novela da tvi
porque raio é que a empregada da casa anda com um penteado saído do cabeleireiro, mini-saia, botas com salto e alto decote? estas telenovelas estão cada vez mais realistas, realmente, cá em casa é tal e qual.
amanhã é o dia.
O ano passado por esta altura andava a chorar pelos cantos. Foi a minha pior época de exames. A minha cadeira preferida tinha sido feita com dez apesar de ter estudado durante uma semana a fio (é um problema a resolver daqui a duas semanas numa coisa chamada melhoria), a cadeira que eu achava que era fofinha foi feita com onze (esta também já foi convertida, em melhoria, numa nota mais decente), a cadeira que eu não percebia absolutamente nada feita com onze também (não, esta vai ficar como está), e a melhor nota foi obtida numa cadeira que envolveu ter de ir para o campo apanhar coisas: valeu-me um belo treze.
Depois ainda tinha 'a cadeira'. Dizia mal dela sempre que podia. Não conseguia ir às aulas, e quando ia limitava-me a fazer desenhos. Amaldiçoava a sua existência. Dizia que tinha vindo do inferno para me atormentar. Chegou a época de exames e só de olhar para a sebenta perdia a vontade de estudar. Chumbei, obviamente. Passado um ano, cá estou eu de novo, e cá está ela também, à espera que eu a faça. Este ano fomos amigas. Sabia o que a casa gastava, então arregacei as mangas, e, sem medo, fui à luta. Fui a 95% das aulas, tirei mais apontamentos que sei lá, estudei, escrevi escrevi escrevi, fui tirar dúvidas aos professores, estudei, voluntariei-me nas aulas práticas para pipetar, estudei, estorriquei os miolos, estudei. Fui uma boa foca. Apliquei-me mais nesta do que nas outras todas juntas. O exame é amanhã. Se me sinto pronta? Não. Sinto-me uma pilha de nervos, porque quero fazer uma coisa bonitinha equivalente ao meu esforço durante o semestre, e é tanta coisa para saber - se vocês soubessem a quantidade! - que me sinto perdida e às aranhas. Amanhã é o dia e já só quero que ele chegue.
Depois ainda tinha 'a cadeira'. Dizia mal dela sempre que podia. Não conseguia ir às aulas, e quando ia limitava-me a fazer desenhos. Amaldiçoava a sua existência. Dizia que tinha vindo do inferno para me atormentar. Chegou a época de exames e só de olhar para a sebenta perdia a vontade de estudar. Chumbei, obviamente. Passado um ano, cá estou eu de novo, e cá está ela também, à espera que eu a faça. Este ano fomos amigas. Sabia o que a casa gastava, então arregacei as mangas, e, sem medo, fui à luta. Fui a 95% das aulas, tirei mais apontamentos que sei lá, estudei, escrevi escrevi escrevi, fui tirar dúvidas aos professores, estudei, voluntariei-me nas aulas práticas para pipetar, estudei, estorriquei os miolos, estudei. Fui uma boa foca. Apliquei-me mais nesta do que nas outras todas juntas. O exame é amanhã. Se me sinto pronta? Não. Sinto-me uma pilha de nervos, porque quero fazer uma coisa bonitinha equivalente ao meu esforço durante o semestre, e é tanta coisa para saber - se vocês soubessem a quantidade! - que me sinto perdida e às aranhas. Amanhã é o dia e já só quero que ele chegue.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
a instrutora
Na minha escola de condução há cerca de uns dez instrutores de condução. apenas três são mulheres. Duas delas têm para cima de 45 anos certamente. A que se destaca é uma tipa novinha, aí com uns vinte e poucos anos, alta, magrinha, com um corte de cabelo pixie e que, não sendo nada de especial, faz as delícias de todos os homens. Ultimamente tenho tido aulas às 9h, logo que a escola abre, por isso vou sempre apreciando as figuras deles mal ela chega. Quando a vêem, só falta babarem-se. Quase que correm, cumprimentam-na sempre, fazem o sorriso mais delicodoce que têm, e, os mais corajosos, ainda tentam meter-se com ela, dizendo uma piada ou outra, normalmente sem graça nenhuma.
A última que presenciei foi a do meu próprio instrutor. Tem aí uns quarenta anos, é baixinho, não deve nada à beleza, mas pelo menos compensa em simpatia. É um tipo sempre simpático e bem-disposto. Estávamos já a ir para o carro quando a instrutora passa por nós em direcção à escola. O homem pôs-se logo em sentido: sorriso-baba-piada sem piada. Mas não lhe bastou o habitual. Vindo de não sei onde, deu uma palmada das grandes nas costas da mulher. Ela até foi para a frente, desequilibrou-se e ficou a olhar para ele com cara de poucos amigos. Ele sorriu envergonhado e viemos embora num silêncio constrangedor.
A última que presenciei foi a do meu próprio instrutor. Tem aí uns quarenta anos, é baixinho, não deve nada à beleza, mas pelo menos compensa em simpatia. É um tipo sempre simpático e bem-disposto. Estávamos já a ir para o carro quando a instrutora passa por nós em direcção à escola. O homem pôs-se logo em sentido: sorriso-baba-piada sem piada. Mas não lhe bastou o habitual. Vindo de não sei onde, deu uma palmada das grandes nas costas da mulher. Ela até foi para a frente, desequilibrou-se e ficou a olhar para ele com cara de poucos amigos. Ele sorriu envergonhado e viemos embora num silêncio constrangedor.
que saudades
do sol, do calor, das férias, de poder vestir uma saia e um top e já está - estou pronta para ir à rua, de não ter de estudar, de poder ir ao cinema, de não me estar sempre a queixar que está frio, de poder estar numa esplanada, de poder ir à praia e à piscina e tentar invariavelmente ficar morena e invariavelmente não conseguir, de o sol me pôr sempre bem-disposta, ahhhh.
ainda faltam pelo menos dois meses para isto tudo? acho que não vou aguentar.
ainda faltam pelo menos dois meses para isto tudo? acho que não vou aguentar.
sábado, 14 de janeiro de 2012
sábado.
acordar cedo porque o hábito das 7h30 ainda não desapareceu. espernear um bocadinho porque queria ter conseguido dormir mais. pensar em coisas que não devia. continuar a pensar nisso. fartar-me de pensar e levantar-me finalmente. ver o estado fenomenal do meu cabelo e não me importar. tomar o pequeno-almoço. lavar as escadas. jogar computador. procrastinar. comer uma barrita de cereais da Golden Grahams. ouvir esta música e ficar com a moral no auge. depois esta três vezes seguidas. finalmente começar a pensar em ir estudar.
almoçar. estudar outra vez. reclamar que estou farta daquilo. procrastinar mais um bocado. começar a correr de um lado para o outro porque a festa de anos da best é hoje e ainda não lhe fiz a prenda. correr para o banho. vestir num ápice. ligar à T. a dizer que estou atrasada. secar o cabelo à pressa. arrumar as coisas para lá dormir. esquecer-me do pijama. entrar para dentro da mala do carro da T. possivelmente chorar um bocadinho porque voltei a pensar em coisas que não devia. chegar a Coimbra. divertir-me como há muito que não me divirto. rir até às lágrimas. conhecer pessoas novas. jogar a jogos de tabuleiro. comer comida vegetariana. ser gozada pelo P. gozar com a best e vê-la a cruzar os braços a dizer 'humpf'. imaginar que ela já tem 22 e a mim ainda falta tanto para lá chegar. imaginar que ela só tem 22 e já viveu tanto e que já não falta assim tanto para eu lá chegar e não vivi metade. sussurrar com ela antes de dormir. adormecer a pensar que o dia passou muito mais rápido do que aquilo que eu imaginei.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
21:30
sento-me no sofá e logo um peso me cai nos olhos. ando estoirada e esgotada. não é mau de todo. o dia passa rápido, estuda-se mais, e pensa-se menos naquilo que não se deve.
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