sábado, 21 de janeiro de 2012

esta é uma frase feita para mim.


É o que me faz diferente dos outros. Não seria eu se não fosse aquela esquecida a quem falta sempre alguma coisa, aquela que tropeça em todo o lado, aquela que diz coisas do nada que não fazem sentido nenhum para a conversa, aquela que se ri desalmadamente e não consegue parar mesmo quando já está tudo a olhar e a dizer 'Buu, a sério, já chega', aquela que canta desafinadamente na rua, aquela que se esquece da chave em casa, espera meia hora na rua pelo pai e depois descobre que afinal tem a chave no bolso. São essas pequenas coisas que me definem. E eu gosto de ser assim.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

quanto ao exame,

correu benzinho. Era fácil, não me posso queixar. O problema foi a minha estúpida memória que não conseguiu sugar tudo e por isso lá ficaram umas coisas em branco e outras completamente inventadas. Enfim, logo se vê. Se for preciso vou a melhoria, ninguém morre.

Mas o mais estranho é...não é que até fiquei a gostar daquilo?

porque hoje é dia 19, e faz catorze meses.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

e agora que passo os olhos pela novela da tvi

porque raio é que a empregada da casa anda com um penteado saído do cabeleireiro, mini-saia, botas com salto e alto decote? estas telenovelas estão cada vez mais realistas, realmente, cá em casa é tal e qual.

amanhã é o dia.

O ano passado por esta altura andava a chorar pelos cantos. Foi a minha pior época de exames. A minha cadeira preferida tinha sido feita com dez apesar de ter estudado durante uma semana a fio (é um problema a resolver daqui a duas semanas numa coisa chamada melhoria), a cadeira que eu achava que era fofinha foi feita com onze (esta também já foi convertida, em melhoria, numa nota mais decente), a cadeira que eu não percebia absolutamente nada feita com onze também (não, esta vai ficar como está), e a melhor nota foi obtida numa cadeira que envolveu ter de ir para o campo apanhar coisas: valeu-me um belo treze.

Depois ainda tinha 'a cadeira'. Dizia mal dela sempre que podia. Não conseguia ir às aulas, e quando ia limitava-me a fazer desenhos. Amaldiçoava a sua existência. Dizia que tinha vindo do inferno para me atormentar. Chegou a época de exames e só de olhar para a sebenta perdia a vontade de estudar. Chumbei, obviamente. Passado um ano, cá estou eu de novo, e cá está ela também, à espera que eu a faça. Este ano fomos amigas. Sabia o que a casa gastava, então arregacei as mangas, e, sem medo, fui à luta. Fui a 95% das aulas, tirei mais apontamentos que sei lá, estudei, escrevi escrevi escrevi, fui tirar dúvidas aos professores, estudei, voluntariei-me nas aulas práticas para pipetar, estudei, estorriquei os miolos, estudei. Fui uma boa foca. Apliquei-me mais nesta do que nas outras todas juntas. O exame é amanhã. Se me sinto pronta? Não. Sinto-me uma pilha de nervos, porque quero fazer uma coisa bonitinha equivalente ao meu esforço durante o semestre, e é tanta coisa para saber - se vocês soubessem a quantidade! - que me sinto perdida e às aranhas. Amanhã é o dia e já só quero que ele chegue.



segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

a instrutora

Na minha escola de condução há cerca de uns dez instrutores de condução. apenas três são mulheres. Duas delas têm para cima de 45 anos certamente. A que se destaca é uma tipa novinha, aí com uns vinte e poucos anos, alta, magrinha, com um corte de cabelo pixie e que, não sendo nada de especial, faz as delícias de todos os homens. Ultimamente tenho tido aulas às 9h, logo que a escola abre, por isso vou sempre apreciando as figuras deles mal ela chega. Quando a vêem, só falta babarem-se. Quase que correm, cumprimentam-na sempre, fazem o sorriso mais delicodoce que têm, e, os mais corajosos, ainda tentam meter-se com ela, dizendo uma piada ou outra, normalmente sem graça nenhuma.

A última que presenciei foi a do meu próprio instrutor. Tem aí uns quarenta anos, é baixinho, não deve nada à beleza, mas pelo menos compensa em simpatia. É um tipo sempre simpático e bem-disposto. Estávamos já a ir para o carro quando a instrutora passa por nós em direcção à escola. O homem pôs-se logo em sentido: sorriso-baba-piada sem piada. Mas não lhe bastou o habitual. Vindo de não sei onde, deu uma palmada das grandes nas costas da mulher. Ela até foi para a frente, desequilibrou-se e ficou a olhar para ele com cara de poucos amigos. Ele sorriu envergonhado e viemos embora num silêncio constrangedor.

Olá 2019

Um post no início de 2019, upa upa. Vamos ver quantos farei este ano, e se vai chegar aos dois dígitos. 2018 foi um ano cheio, mas tenho u...