domingo, 6 de abril de 2014

Ou sou bipolar ou sou medricas

Passo a vida a lamentar-me de estar sozinha, e a queixar-me que tenho saudades de estar apaixonada, mas cada vez que aparece uma hipótese real, é ver-me a fugir a sete pés.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Perdida em Lost #1

(querido leitor, este texto tem spoilers, se ainda não viu Lost, aconselho a não ler)

Ora portanto, e até agora: o Damon Salvatore (impossível dissociar o actor) morreu, a pegazinha da irmã dele diz que quer ir com calma com o Sayid, continuo-me a babar para o Jack, queria mesmo que o casal de coreanos se entendessem, e o bebé nasceu, finalmente. 

O vício está a aumentar tanto que já sonho com a série de noite.

domingo, 23 de março de 2014

Ai

Comecei a ver Lost. Como é que agora se pára mesmo?

 (sejam fofinhos e não me spoilem, até porque já li algures o fim e fiquei um bocado desiludida)

sábado, 22 de março de 2014

Coisa pequenina que eu gostava que as pessoas no meu facebook percebessem

Frases/imagens pós-relacionamento com uma mensagem do tipo "já não quero saber de ti, já nem me lembro que existes", só demonstram efectivamente o contrário.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Hoje

a C.,a pessoa que mais me ajudou na empresa, ajudou-me tanto tanto, que riu comigo a bandeiras despregadas e que foi a minha maior amiga, despediu-se.

Só me apetece chorar quando penso em como as coisas ficarão diferentes sem ela lá.

sábado, 8 de março de 2014

Socorro, a minha empresa é um reality show

Aqui há uns tempos dizia que tinha uma grande sorte com o sítio em que trabalhava, uma vez que éramos todos boas pessoas. Bom, entretanto abri os olhos, e apercebi-me que as coisas não são o conto de fadas que eu pensava. O facto de termos todos menos de 30 anos e de passarmos cerca de 12h todos os juntos, mesmo que em salas diferentes, torna a minha empresa numa autêntica Casa dos Segredos ou num Big Brother. Há de tudo:

. o casal que toda a gente sabe que é casal mas que diz que não é, e que tem pessoas lá fora; 
. grupinhos que dizem mal das pessoas e quando passamos ao pé deles se calam;
. rapazes que se juntam e falam à mete-nojo sobre raparigas;
. pessoas a jogar que vão dizer aos superiores coisas que nós não fizemos só para nos mandar para debaixo do autocarro; 
. partidas entre colegas a toda a hora (eu insiro-me especialmente nesta);
. pessoas que se fazem umas às outras, e quando se fartam passam à próxima;
. a comida má reina o dia: chocolates, tostas mistas, batatas fritas. Todos os dias alguém come disto, e muitas vezes mais do que uma vez;
. discussões tão altas e ferozes que todos ficamos num silêncio constrangedor;
. ciúmes porque nos damos com certas pessoas;
. sorrisinhos e conversas de corte e costura por trás;
. pessoas falsas (esta então deve ser a que tem maior peso).

E estamos a chegar a um ponto que se pudéssemos ir a votações, votávamos para sair aquela pessoa que a maior parte detesta, mas sobre esta ainda vos hei-de falar melhor um dia.




quarta-feira, 5 de março de 2014

Her

Entrou assim de rompante para a minha lista de filmes preferidos. É mesmo mesmo muito bonito.


domingo, 2 de março de 2014

Óscares '14

Este ano foi péssimo para mim, e não vi nem metade mas...e assim um bocado atiradas para o ar, aqui vão as minhas apostas:

Melhor filme



Melhor realizador

Steve McQueen

Melhor actor principal
Leonardo DiCaprio 
(a torcer por ti homem, que não vai ser fácil de ganhar)

Melhor actor secundário
Jared Leto

Melhor actriz principal
Cate Blanchett

Melhor actriz secundária
Lupita Nyong'o 
(ou qualquer uma que não seja a Jennifer Lawrence, por favor!)

sábado, 1 de março de 2014

He's just not that into you ou o momento mais constrangedor de toda a minha vida

Parece que sim, que há novidades sobre aquilo que escrevi aqui abaixo. Antes de tudo é preciso caracterizar o tipo de quem falei. Sim, há mais a saber do que apenas que tem uns olhos verdes que me matam e que é um simpático. É coreógrafo e dançarino, e é todo desportivo, como a profissão o faz ser.  Já apareceu na televisão durante algum tempo, e à conta disso tem a conta de facebook completamente cheia de amigos, sendo impossível adicionar mais alguém.

Mas eu, depois do breve encontro de domingo, e com uma boa dose de coragem, resolvi mandar-lhe uma mensagem no facebook cheia de piada a dizer que ele era todo social e que como não dava para o adicionar, deixava simplesmente um olá.

Não me respondeu e fui dormir. No dia seguinte, depois da hora de almoço, resolvo voltar a verificar a mensagem e pumba: "vista às 23:59" mas resposta... nicles. Pronto, tinha levado ali uma tampa, mas pensei que ao menos tinha tentado e agora já podia seguir em frente sem andar a pensar mais no assunto. E, honestamente, não me importei mais.

No dia seguinte um investidor importante iria à minha empresa portanto tudo teria de estar em ordem. Seriam umas sete da tarde quando me levantei para arrumar a minha secretária e comecei a pegar nos pratos de toda a gente para levar ao bar (sim, nós comemos muitas vezes o lanche em frente ao PC). Voltei, sentei-me e respondi aos emails que tinha pendentes. Preparei-me para ir embora, mas achei que era melhor ir à casa de banho primeiro. No meu edifício funcionam várias empresas, por isso a casa de banho do meu piso estava cheia. Resolvi ir à do andar de cima. Subo lentamente as escadas e penso no que é que tenho de trazer vestido amanhã...uma saia, possivelmente.

Subo o último degrau e os meus olhos não acreditam no que vêem.

Ele está ali com uns amigos sentados a uma mesa. É mesmo ele. Pânico. Pânico! Pânico! Tentei andar para trás e descer as escadas, mas tarde demais, ele já me tinha visto - o que ainda tornou a situação mais ridícula. Vêm-me à cabeça todos os nomes que me lembro e penso em qual seria a probabilidade de o encontrar num edifício de desenvolvimento tecnológico àquelas horas da tarde: nenhuma.

Lentamente avanço para o cumprimentar, ele levanta-se e muito sorridente dá-me dois beijinhos. Eu só quero um buraco. Lá lhe explico que trabalho ali (não vá pensar que o ando a seguir) e que por acaso, ia agora à casa de banho - pormenor completamente estúpido de esclarecer. Ele diz que está numa reunião com colegas para um novo projecto. Silêncio constrangedor. Até que põe o dedo na ferida:

Eu acho que recebi uma mensagem tua ontem, não foi? 

Amaldiçoei-me de morte. Sim, sim, mandei.

Eu tentei adicionar-te, mas realmente já tenho muitos amigos, alguns deles nem conheço até. Eu adiciono toda a gente e depois é assim, ahahahah. Mas vamos falando, vamos falando.

Se não conhece algumas pessoas bem que as podia eliminar e adicionar a mim não era? Fez-me sentir pior ainda. Disse-lhe que sim, sorri e despachei-o. Só queria fugir, esconder-me, e esquecer que aquilo estava a acontecer. Lá me deu mais dois beijinhos - estava muito simpático. Devia ser só peso na consciência.

Fugi dali o mais depressa que pude, e enterrei-o num buraco bem fundo da minha memória. Tudo o que eu queria menos era voltar a vê-lo.

Mas não é que depois daquilo tudo, o homem chegou a casa e respondeu-me? Já eu fiquei sossegada, que de humilhações já tive que baste.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Sou uma tótó no que toca a engates

É certo, para mim, que em cem rapazes que me mostrem eu vou ficar minimamente atenta apenas a um ou dois, por isso quando estes aparecem, eu não me sei comportar. Não sei. Fico muito consciente de mim própria e só faço porcaria.

Hoje voltei a ver um tipo que me despertou interesse como nenhum outro nos últimos tempos. É que para além de ser um querido, também é giro que se farta. Sendo que sabia que onde ia hoje ele iria aparecer, o meu cérebro esteve em plena actividade toda a tarde:

'ainda não apareceu, ainda não apareceu...que seca, isto assim nem tem metade da piada'

Entretanto, eu e as minhas amigas mudamos de sítio e lá está ele.

'ai, está ali, está ali. vou armar-me em cool e passar ao lado dele a ver se me diz alguma coisa' 'não disse, bolas, não disse. ai mas ele é tão giro... morro com aqueles olhos verdes! ai, está a olhar para cá, de certeza que agora vem cá dizer alguma coisa!' 'não vens? então és parvo e não gosto mais de ti, não és assim tão giro e querido, vai à vida que eu vou à minha' 

Ele desaparece. Passado cinco minutos voltamos a mudar de sítio e a esbarrar nele outra vez.

'pronto, chega de dramas e vou-lhe dizer olá' 'ok, boa, estamos a trocar olhares, se calhar podia no mínimo balbuciar alguma coisa...' 'ok, um sorriso está bom, pronto, já sorrimos um para o outro, já não é o fim do mundo' 

Ele acaba por me dizer olá tarde demais quando eu virei a cara. Voltamos a mudar de sítio e lá está ele novamente! Está à nossa frente e por isso não nos vê, mas passado algum tempo aparece um amigo que o chama e nesse momento volta-se e ficamos frente a frente. Ele sorri-me e estende-me a mão.

...

Eu fico a olhar feita parva para a mão dele.

Ele continua com a mão estendida.

Eu continuo a olhar feita parva.

Até que se faz clique! Ele estava a cumprimentar-me com um sorriso fofo e tudo! Coro como tudo, dou-lhe a mão, momento de química e sorrisos, e cumprimenta as minhas amigas. Volta-se a virar de costas para nós. Eu quase morro de vergonha.

Passado uns minutos decidimos que está na hora de irmos embora. Não sem antes voltarmos a passar um pelo o outro e eu - estúpida - fingir que não o vi.

E amaldiçoo-me de morte por ter 21 anos e ser uma tótó no que toca a homens. Não sei comportar-me, não sei conquistar, não sei sequer conseguir falar com um tipo com até já conversei uma vez de forma bastante interessante! Por este andar vou ficar para tia com sete gatos cá em casa.



Toda eu sou excitação


A minha série preferida de sempre vai voltar!

domingo, 9 de fevereiro de 2014

domingo, 2 de fevereiro de 2014

É certo como o destino (drama feminino)

sempre que vou cortar o cabelo, detesto ver-me. Descobri o corte certo para mim há uns dois ou três anos e desde aí que corto sempre igual, mas passo sempre este tormento. Detesto sempre. Rogo pragas à cabeleireira - onde corto o cabelo há quase dez anos - e digo que nunca mais lá volto. Mas passado cerca de uma semana o cabelo habitua-se ao novo corte e fica lindinho, começa a crescer e fica como eu queria. Adivinhem: cortei-o ontem.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Pelos vistos sou interessante aos olhos de muita gente...cusca

Explicaram-me no outro dia como é que são seleccionadas as 'Pessoas que talvez conheças' que nos aparecem numa barra lateral direita no facebook: é gente que andou a cuscar várias vezes o nosso perfil. Desde então que sorrio sempre que olho para lá. Ex-namoradas do meu ex, miúdas que me detestam, colegas de trabalho, pessoas do meu curso com que eu nunca falei, pessoas com quem me chateei há muitos anos...ups, foram todos apanhados!

sábado, 11 de janeiro de 2014

Se há coisa que me faz ser mesmo feliz no trabalho são as pessoas

E nisso tive uma sorte descomunal. Lá na empresa são tudo boas pessoas. Não sei onde conseguiram desencantar uma selecção tão especial, mas entre as duas salas, chefes e colegas, damo-nos todos bem. Ajuda muito o facto da empresa ser recente e de sermos todos jovens - não há ninguém que tenha mais de trinta anos. O sentimento geral é que somos uma equipa, remamos todos para o mesmo lado e sempre que alguém precisa de ajuda há sempre voluntários. Não há competições mesquinhas, nem falar mal por trás. Aliás, da minha parte o que há mais é risos a toda a hora. É claro que nem toda a gente tem uma afinidade espectacular com toda a gente, e uns se dão melhor com outros, mas isso é normal. E assim, quase nem noto que trabalho cerca de 12h por dia.




quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

2013

se não foi o melhor ano da minha vida, ficou lá perto, tão perto.

Se os primeiros oito meses foram estupidamente pesados? Foram. Detestei trabalhar naquela loja de gelado de iogurte, detestei cada hora e cada minuto, detestei cortar frutas, congelá-las, fazer gelado novo, ir comer às sopas todos os dias, aturar os tipos das sandes e das vitaminas a atirarem-se a mim em desespero, os meus patrões, detestei tanto os meus patrões, e a administração, e o horário, e as minhas colegas. Detestei tudo, mas fui forte, e aguentei-me o mais que pude e que achei necessário. Agora que penso nisso, parece que já foi há muito tempo. E percebo que saí na altura que tinha saído, foi a decisão mais acertada de todo o ano.

Mas 2013 foi um ano de oportunidades e de primeiras vezes:
- Fiz dois espectáculos teatrais profissionais;
- Concluí o meu curso de um ano de formação para actores;
- Fui a castings;
- Fui ao Quem Quer Ser Milionário? e ganhei 500€;
- Fui ao Factor X apoiar o P., amigo com quem no verão apanhei um grande susto, sozinhos ao entardecer, em Alfarelos.
- Percebi que nem sempre é fácil distinguir sentimentos e fazer escolhas acertadas em relação a eles;
- Acertei em quase todos os Óscares;
- Mudei de casa em Lisboa;
- Vi mais peças de teatro do que em toda a minha vida junta;
- Gravei uma curta-metragem;
- Comprei umas leggings coloridas e consegui conjugá-las;
- Fui de férias com uma grande amiga minha para Londres;
- Comi sushi e detestei;
- Comi gelados do Santini e viciei-me;
- Fui ao Super Bock, Super Rock e vi os meus adorados The Killers.
- Fiz uma festa de aniversário na praia (que foi uma desgraça, mas o que conta é a intenção);
- Comecei a trabalhar e fazer um estágio profissional numa empresa a sério;
- Conduzi em Lisboa.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Planeta Terra, escuto: daqui fala do Planeta Buuniano

Eu podia desculpar-me com o facto de andar a trabalhar muito e a dormir pouco para vos explicar porque é que a minha vida é feita de uma série de acontecimentos estúpidos - em que eu me limito a sobreviver entre eles - mas a verdade é que não posso. A culpa é minha. É a mim que falha sempre a mesma conexão entre neurónios que me põe constantemente em alhadas.

Pois bem: ontem saí do trabalho cedinho para vir para casa arranjar-me, uma vez que era dia de jantar de Natal da empresa. Correu tudo lindamente, banhinho tomado, o cabelo impecável, roupa bastante gira com mais uma saia feita pela minha mãe, maquilhagem no ponto. Apercebo-me que não tenho uma carteira decente para sair portanto ponho o passe, a bolsa com os documentos e dinheiro e ainda os telemóveis nos bolsos do casaco. Visto-o, mais uma olhada no espelho - 'epá, estou mesmo gira' - vejo as horas: 20:50, e saio. Fecho a porta de casa. E é neste exacto momento que me cai tudo. As chaves. As chaves. As chaves! As chaves!!!!! As chaves!!!!!!! As chaves ficaram lá dentro!!!!!!!!!!!

Sim, para os mais atentos neste blog, é verdade que vivo com a minha irmã, mas ela estava e está em Coimbra.

Ligo à minha mãe em pânico, que me dá a boa notícia de que se o senhorio não tiver as chaves, terei de ligar aos bombeiros. Ligo ao senhorio: não tem chaves.

Ligo aos bombeiros. 'Sim, minha senhora, se estiver uma viatura disponível irá já para aí. Aviso-a de que este trabalho terá um custo de 55€.'  Engasguei-me e achei que ele estava a gozar comigo. Não estava.

Sentei-me nas escadas do hall de entrada do prédio e esperei. Esperei. Esperei. Esperei. Esperei. Esperei. O hall estava gelado e eu de saia. Começo a espirrar. Esperei mais um bocado. Quando já tinha passado uma hora voltei a ligar e dizem-me que tenho de aguardar. Começo a assoar-me. Esperei. Esperei. Esperei. Passadas duas horas (sim, duas horas) chega a polícia. Esperamos os três mais meia hora. Ao todo esperei pelos bombeiros duas horas e meia. Abriram-me a porta em 30 segundos.

Nunca mais me esqueço da porcaria das chaves em casa, juro-vos.  

e sim, depois ainda fui para o jantar - em que já não comi quase nada - e sim, ainda fomos sair e a noite compensou muito a espera toda, ao menos isso. 


Olá 2019

Um post no início de 2019, upa upa. Vamos ver quantos farei este ano, e se vai chegar aos dois dígitos. 2018 foi um ano cheio, mas tenho u...