domingo, 16 de julho de 2017

Mais uma fichinha nesta montanha russa

Quinta-feira chegou e com ela trouxe a minha nota ao exame: 13.5. O suficiente para me garantir uma nota de entrada de jeito para poder entrar sem qualquer problema no curso que quero. A notícia chegou logo de manhã, e eu desatei aos berros de felicidade no parque de estacionamento da minha empresa enquanto falava com a C. Foi, sem qualquer sombra de dúvida a melhor notícia que recebi este ano. Encarei o resto do dia com um sorriso no rosto, e às 17h da tarde foi hora de explicar ao meu chefe que em setembro irei sair da empresa. A conversa correu dentro do expectável, com ele a ficar imensamente triste e a perguntar-se o que poderia ter feito para que eu não me tivesse desmotivado a pique como aconteceu no último ano.

Depois, foi tempo de falar com o meu big boss, o CEO da empresa, e explicar novamente a minha decisão. Não me lembro de na minha vida ter tido uma conversa tão dura psicologicamente. Embora compreenda, aceite e encoraje que eu volte a estudar para ter mais oportunidades no meu futuro, não considera que a escolha do curso seja de todo acertada e empurrou-me para um mestrado em Gestão, à semelhança do que tenho feito nos últimos três anos naquela casa, segundo ele de forma impecável, organizada, extremamente cuidadosa e profissional. Tirar outra coisa sem ser dentro desta área é uma perda de tempo, um gasto de energias e de todo o trabalho que já ali realizei.

Não lhe quis dar a entender, mas fiquei a pensar nisto. E se afinal eu me ando a esconder de algo que eu tenho realmente talento e sempre o demonstrei? Tenho até ao final desta semana para decidir. É claro: não sei o que fazer.


terça-feira, 11 de julho de 2017

sexta-feira, 7 de julho de 2017

E a um mês dos 25

Nem tudo é mau, posso finalmente dizer que voltei ao peso que tive há cinco anos! É realmente uma gratificação muito grande ver que aquele suor deixado nas corridas está a valer a pena!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Nos primeiros seis meses do ano, já 8 pessoas (se contarmos comigo, 9) saíram da empresa por vontade própria. Acho que ilustra bem o quão bom este sítio é para trabalhar.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Meses à espera de Junho e Junho já passou

Fui mais vezes aos Santos que em todos os anos que cá estou juntos. Consolidei amizades, revi pessoas que não via há um ano, voltei a concluir que o melhor bairro de todos é a Graça. Tive uma noite de sto António memorável.
O H. esteve de férias e quando voltou fizemos as pazes. Seguramos as pontas e as coisas estão melhores mas não deixo de me sentir insegura e de insconscientemente estar à espera da próxima discussão.
Tive o casamento da minha prima que foi uma valente seca.
Fiz finalmente o exame nacional de Biologia e Geologia e correu uma porcaria. Aguardo pela saída das notas roendo as unhas todos os dias.
Fui a Tenerife e não adorei. Apanhei um escaldão, andei de barco, fiquei ligeiramente morena, li um livro completo, fui ao ponto mais alto de Espanha.
Voltei e quando voltei já era dia 1 de Julho. O mês em que a minha vida vai finalmente começar a dar uma volta.

sábado, 10 de junho de 2017

Let it be

De alguma forma, e nos meus poucos anos de vida nunca consegui ter os pratos da balança equilibrados. Quando estava a ser bem sucedida no secundário, sofria de solidão e de baixa auto-estima, quando entrei para a universidade e detestei o meu curso, conheci e apaixonei-me por uma das pessoas mais extraordinárias que já conheci até hoje, quando tudo acabou, mudei-me para Lisboa fazer aquilo que sempre quis. Quando arranjei um emprego por cá detestável, encontrei quem eu achei que iria ficar para o resto da minha vida.

Finalmente achava agora que os pratos da balança se iriam equilibrar: luz ao fundo do túnel profissional, comecei a gostar de mim a sério e a tratar-me bem, e as coisas com o H. estavam boas. Bastante boas até.

Vejo agora que foi um bom sentimento mas que apenas foi real durante alguns meses. Na verdade, foram apenas meses em que me iludi sobre o comportamento do H., e aqueles em que excluí as atitudes impulsivas e explosivas dele para um canto do meu cérebro que não uso frequentemente.

Mas...ultimamente, o saco tem vindo a encher, e na quinta-feira, aconteceu a gota de água que fez transbordar o copo. Dei graças a Deus de ele ter tirado férias na sexta-feira e em toda a semana que aí vem e ter ido para Coimbra, só eu sei o que preciso de um descanso mental de tanta negatividade junta. Não sei o que nos vai acontecer no final desta semana, mas estou em paz (acho). Olho para as paredes da casa e penso se serão os últimos dias que estarei aqui. Penso na viagem para Tenerife que temos marcada para dia 27 deste mês e não sei se vamos lá chegar. Estou cansada, esgotada, farta mesmo de ser desvalorizada, ignorada, tratada abaixo de cão. Tenho pena, a nossa relação parecia tão brilhante ao início, como se finalmente tudo aquilo que eu merecia estivesse finalmente a acontecer. O meu príncipe tinha finalmente chegado, e tratava-me bem, mesmo muito bem. Mas tudo esmorece e a pouco e pouco começa-me a tratar como trata todos os outros. Neste momento, o desfecho é o preço a pagar por ter ignorado aquilo que eu sempre soube: o H. é a pessoa que conheço que tem pior feitio.

Só quero agora que esta semana passe bem devagarinho e que me traga alguma paciência, calma, mas principalmente sensatez. No final destes dias quero ter chegado a uma conclusão, ou que ambos cheguemos a uma conclusão. Se vamos daqui juntos e mais fortes ou se decidimos que o caminho separados será o acertado.

Olá 2019

Um post no início de 2019, upa upa. Vamos ver quantos farei este ano, e se vai chegar aos dois dígitos. 2018 foi um ano cheio, mas tenho u...